<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629</id><updated>2011-04-21T22:36:41.647-03:00</updated><title type='text'>Sobrevivendo no limite...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-8416414213983362223</id><published>2008-12-18T14:22:00.001-02:00</published><updated>2008-12-18T15:17:23.457-02:00</updated><title type='text'>ESTE É O FIM...</title><content type='html'>... mas, como todo término, apresenta um recomeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.dribas2.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-8416414213983362223?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/8416414213983362223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=8416414213983362223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/8416414213983362223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/8416414213983362223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/12/este-o-fim.html' title='ESTE É O FIM...'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-4677688608274850463</id><published>2008-08-16T15:37:00.000-03:00</published><updated>2008-08-16T15:39:09.286-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICA 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;HOJE É O ECLIPSE&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Li que eclipses são importantes na astrologia. Simbolizam o final de uma fase e o início de outra. Se será melhor, pior, a informação relevante, ninguém diz ou assume não saber. Aguardo ansioso. Para alguém que vive de promessas, sobrevivendo à realidade que não corresponde às expectativas, é uma grande oportunidade.&lt;br /&gt;Pesquisei mais e descobri que o Arpoador é o melhor lugar para observar o fenômeno. Será parcial e começará assim que a lua surgir. Estarei lá. Eu e várias pessoas, cada um com suas razões. O próximo ocorrerá em 2009; é muito bonito; um bom assunto para conversar no jantar ou no bar; uma ocasião para levar seus amantes e cristalizar o sentimento, como se aquilo fosse apenas para os dois e os outros meros coadjuvantes, penetras numa festa particular. De alguma forma inconsciente, todos parecem saber que é uma nova era está surgindo e não querem perder o ritual de passagem.&lt;br /&gt;Para onde vamos? O que acontecerá com o mundo? Como nossos corações e mentes reagirão? Reconheceremos nossos erros? Seremos pessoas melhores ou mergulharemos no abismo? Ao encarar o fundo do poço elevado aos céus, com o contorno de uma faísca branca, o que faremos? Abraçaremos as trevas ou nos agarraremos àquele resquício de luz? Onde está a redenção? Na escuridão, onde todos são cegos e iguais, ou na luz, tão bela e dotada da capacidade de criação? Queremos fraternidade ou renovação? O resumo de todas as dúvidas de uma nova época, que só agora ganha formas.&lt;br /&gt;Quando a Terra estiver Sol e Lua, a porta se abrir, algo sairá ou entrará. Tocará a todos nós. Se nossas mentes estiverem abertas, talvez nossos desejos se tornem reais. A imaginação se fortalecerá de tal maneira que se libertará e virá ao nosso encontro. Assim que encararmos nosso reflexo, em meio à transição, ele perguntará se o início é o fim ou fim é o início. Tremeremos, como seres de carne e osso. Talvez alguns escutarão a pergunta, outros estarão presos demais no evento para prestar atenção.&lt;br /&gt;Eu fecharei meus olhos. Me ajoelharei, juntarei minhas mãos com força, rezando. Trincarei os dentes. Não me importarei com a sujeira ao meu redor. Tudo para implorar perdão por todas essas coisas que eu fiz. Assumo minha culpa. Fui dominado por obsessões de origem nebulosa. Quando tudo estiver quase escuro, responderei ao enigma, esperando não ser devorado no processo.&lt;br /&gt;Vou querer que o eclipse acabe logo. Preciso de luz.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-4677688608274850463?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/4677688608274850463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=4677688608274850463' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/4677688608274850463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/4677688608274850463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/08/crnica-1.html' title='CRÔNICA 1'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-781473910605302995</id><published>2008-08-10T20:01:00.001-03:00</published><updated>2008-08-10T20:02:58.812-03:00</updated><title type='text'>CARTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pai,&lt;br /&gt;Como sabemos, os últimos anos não foram fáceis para mim. Entre minhas falhas e descaso com oportunidades e situações urgentes, me encontrei em um lugar inesperado. Pago o preço por meus erros, mas sinto esperança. A verdadeira e grande virada de minha vida está próxima e, pela primeira vez em muito tempo, estou trabalhando nisso. O que me dá força para lutar e otimismo quanto ao futuro é o apoio irrestrito que você e minha mãe me têm proporcionado.&lt;br /&gt;Sei que discordamos (e discutimos mais ainda) com relativa freqüência. Independentemente de quem estava certo, você nunca deixou de me guiar pelo o que considera o melhor caminho. Do seu jeito particular, batalha para conseguir colocar um pouco de ordem em minha mente selvagem.&lt;br /&gt;Fez o necessário para que meus sonhos se conciliassem com as exigências da realidade. Me confortou com as palavras que precisava ouvir e os abraços que carecia em meus períodos de sombra. Mais importante, mostrou que sem ação constante não há vida e que o terreno da mente é a ferramenta para tal.&lt;br /&gt;O resumo é que durante toda minha breve existência, você sempre acreditou em mim e me ama. Ama não pelo o que aparento ser e não apenas porque sou seu filho. Ama por quem sou e sabe que me tornarei. E, mais ainda, demonstra, ao invés de usar somente palavras, que são meras ilustrações para a grande história que é a vida humana. Com isso, deu a prova definitiva de que nossas ações são o que nos definem como pessoas. E eu sou uma boa pessoa.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo e saiba que te amo. Este texto é apenas uma pequena demonstração disso.&lt;br /&gt;Você é um grande pai e será uma honra carregar seu legado. Mais uma vez e sempre, te amo.&lt;br /&gt;Feliz dia dos pais.&lt;br /&gt;                                                           Agosto de 2008,&lt;br /&gt;                                                                                                                                 D.R.R.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também comprei um cd de música clássica para ele. Eu adoro meu pai!&lt;br /&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-781473910605302995?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/781473910605302995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=781473910605302995' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/781473910605302995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/781473910605302995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/08/carta.html' title='CARTA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-5385182710710654242</id><published>2008-06-29T19:19:00.002-03:00</published><updated>2008-06-29T19:28:56.892-03:00</updated><title type='text'>BREVE ANÁLISE SOBRE A ESTÉTICA DO SONHO NO CINEMA POP, PARTE 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, li um texto de Glauber Rocha, &lt;em&gt;Eztetika do Sonho. &lt;/em&gt;Achei muito bom e recomendo para toda a família. Originalmente, parte de um trabalho para a faculdade, a análise abaixo relaciona aspectos do pensamento do cineasta com o novo filme de Richard Kelly, diretor de &lt;em&gt;Donnie Darko&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Southland Tales - O Fim do Mundo&lt;/em&gt; está disponível nas locadoras para aqueles que desejavam conferir o recente trabalho (em termos, pois o filme é de 2006.) do criador do coelho gigante e anti-Harvey, Frank. Para ninguém falar que não foi avisado, o filme é uma bagunça, mas, ainda assim, fascinante. A meu ver, se ele tivesse filmado algumas cenas extras e eliminado alguns momentos, ficaria menos confuso e não tiraria o charme ou banalizaria as intricadas teorias que utiliza para justificar aquele mundo, tão próximo do nosso que pode-se até sentir seu hálito na nossa nuca...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A complexa trama de Southland Tales – O Fim do Mundo se passa numa realidade alternativa. Após um ataque nuclear ao Texas em 2004, os EUA, quatro anos depois, se transformam em uma nação militarizada, em que as liberdades civis são abolidas em nome da segurança nacional e a descoberta de uma nova fonte de energia alimenta o poderia econômico e bélico. Neste cenário caótico, surge um grupo revolucionário chamado os Neo-Marxistas. A história começa quando um astro de filmes de ação, Boxer Santoros (Dwayne Johnson), reaparece após um sumiço misterioso. Determinado a fazer um novo filme, pede ajuda ao policial Ronald Taverner (Seann William Scott). Aos poucos, é revelado que os dois personagens são elementos-chave em uma conspiração visando o domínio mundial.&lt;br /&gt;Southland Tales aborda uma sociedade oprimida por um regime conservador, em que celebridades servem como termômetro para transformações sociais. Embora longe da figura dos intelectuais que poderiam guiar o proletariado em sua luta contra uma governo de conotações fascistas, os artistas do longa, ligados a Hollywood e à indústria pornográfica, são extremamente politizados e usam sua influência social para este propósito. Nesta realidade, o artista/intelectual é substituído pelo artista/celebridade. Sua opinião tem força na massa e eles se aproveitam disto. Além do Santaros, um ator ligado ao Partido Republicano, há o outro ator Pilot Abilene (Justin Timberlake), cuja carreira acabou após um incidente no Iraque, que usa seu prestígio para promover seus ideais políticos e a atriz pornô Krysta Now (Sarah Michelle Gellar) que, numa tentativa de se reinventar, estrela um reality show em que se propõe a discutir tópicos ligados à sociedade. As atrizes de filmes eróticos pertencem ao movimento neo-marxistas e têm o propósito claro de influenciar o voto nas eleições que se aproximam, como a dupla Dion (Wood Harris) e Dream (Amy Poehler), também da indústria pornográfica, que se sacrificam em nome da causa esquerdista. Através de reality shows, simulação de atos para mostrar a violência policial e chantagem a membros da elite conservadora, entre outros, lutam para retirar os atuais governantes do poder.&lt;br /&gt;Durante o filme, Pilot Abilene lê trechos do Apocalipse. Abilene acredita que o mundo, como conhecemos, está chegando ao fim e vê o ambiente caótico como o último estágio antes de uma nova realidade assumir. Em seu texto, Glauber Rocha afirma que&lt;br /&gt;Este misticismo é a única linguagem que transcende ao esquema racional de opressão. A revolução é uma mágica porque é o imprevisto dentro da razão dominadora. No máximo é vista como uma possibilidade compreensível. Mas a revolução deve ser uma possibilidade compreensão para a razão dominadora de tal forma que ela mesma se negue e se devore diante de sua impossibilidade de compreender.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8861629#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No filme, a nova realidade assume longe dos olhos de todos. O regime atual, regido por um poder direitista, é destronado quando através de cenas cujo visual demonstra a mudança do sistema: a ascensão de um carro de sorvetes aos céus, em que Taverner descobre seu destino (servindo como metáfora para o cavalo branco em que um anjo anuncia a segunda vinda do Messias), a alteração de um fenômeno climático nos céus, que retrocede, e a explosão de um dirigível em que todos os representantes do poder/ sistema estão presentes. Através destas três seqüências, o diretor estabelece visualmente a renovação no mundo da trama.&lt;br /&gt;É interessante notar também que novo Messias, Taverner, é um personagem que circula livremente entre os dois mundos, o oficial e o revolucionário. Taverner, como executor da lei, faz parte de um sistema cujos métodos contesta. Ele é como o animal de duas cabeças: uma submissa e fatalista ao que o explora e outra que não consegue explicar o absurdo de sua situação. Esta questão das duas cabeças é ressaltada pelo fato de que o personagem parte em busca de seu irmão gêmeo que, no final, se revela ser ele mesmo em outro momento do tempo, outra dimensão. Ao contrário dos outros personagens, que circulam com uma agenda política, o policial procura o perdão. Devido a um erro seu, desfigurou a face de Abilene e não consegue viver em paz. Quando Abilene o perdoa e ele perdoa a si mesmo (literalmente, neste caso), Taverner encontra a paz, se funde com seu outro eu e pode assumir sua condição de líder justo em um novo mundo. A revolução, como possessão do homem que lança sua vida rumo a uma idéia, é o mais alto astral do misticismo. As revoluções fracassam quando esta possessão não é total, quando o homem rebelde não se libera completamente da razão repressiva...Taverner, por sua vez, é o elemento que o sistema deseja destruir, mas é ignorado porque Santaros é confundido com o Messias. Citando o texto,&lt;br /&gt;A razão dominadora classifica o misticismo de irracionalista e o reprime à bala. Para ela tudo o que é irracional deve ser destruído, seja a mística religiosa, seja a mística política.&lt;br /&gt;Outro dado interessante é o paralelo entre o Apocalipse e a Eztetyka do Sonho. Glauber fala sobre uma nova realidade, em que uma revolução seria efetiva, o que é justamente do que se trata o texto bíblico, que consiste nos fatos que precedem o retorno de Cristo, o revolucionário.&lt;br /&gt;Uma obra de arte revolucionária deveria não só atuar de modo imediatamente político, como também promover a especulação filosófica, criando uma estética do eterno movimento humano rumo à sua integração cósmica.&lt;br /&gt;Southland Tales abrange uma variedade de tópicos, que vão desde o religioso e política (americana) atual, à filosofia (existencialista e marxismo, mesmo que este último seja mais utilizado para mostrar a interpretação errônea de seus seguidores), à cultura de massa, que transforma ídolos das massas em porta-vozes de assuntos sociais complexos, flertando com física e ambientalismo para reforçar seu ponto de que o mundo, devido a gama de interesses pessoais e assuntos em pauta, está perdendo em meio a um volume de informação tamanho que torna-se difícil processá-la e em que a revolução só será possível daquele elemento menos comprometido com o sistema, seja dentro ou agindo de modo complementar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8861629#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; ROCHA, Glauber. Revolução do Cinema Novo. Editora Cosac Naify, São Paulo, 2004&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-5385182710710654242?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/5385182710710654242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=5385182710710654242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/5385182710710654242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/5385182710710654242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/06/breve-anlise-sobre-esttica-do-sonho-no.html' title='BREVE ANÁLISE SOBRE A ESTÉTICA DO SONHO NO CINEMA POP, PARTE 1'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-5802545448087699624</id><published>2008-06-29T19:10:00.002-03:00</published><updated>2008-06-29T19:12:48.144-03:00</updated><title type='text'>RESENHA AMBROSIA 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Agora, uma resenha publicada na página Ambrosia (&lt;a href="http://www.ambrosia.com.br/"&gt;http://www.ambrosia.com.br/&lt;/a&gt;) do filme &lt;em&gt;Homem de Ferro&lt;/em&gt;. Espero que gostem (da resenha e do filme, esclareço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SÓLIDO COMO FERRO&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Homem de Ferro estreou no Brasil no dia 1 de maio e foi para o topo da bilheteria tanto nos EUA quanto aqui, Brasil. Estrelada por Robert Downey Jr., em seu primeiro papel de destaque após inúmeras confusões, o filme tem todos os ingredientes de uma superprodução: elenco lotado de estrelas, uma fonte prestigiada (neste caso, os quadrinhos), ótimos efeitos especiais e sonoros, ação e trilha feita para vender CDs, mostrando que todo o grande orçamento foi usado na tela. E é tudo de bom que se espera de um produto de entretenimento.&lt;br /&gt;Assim como no primeiro Homem – Aranha, é uma história de origem e leva seu tempo para apresentar personagens e o desenvolvimento do herói até seu primeiro teste ou aventura. E, como neste filme, a mesma sensação de magia e diversão está presente. O diretor Jon Favreau e sua equipe se puseram a criar um filme que fosse igualmente interessante para os fãs quanto não – iniciados. Para os primeiros, além do respeito às características dos personagens e suas relações, há diversas citações à mitologia de origem do Homem de Ferro que não descreverei para não estragar a surpresa de ninguém. Para os que não conhecem a saga de Tony Stark, o homem por trás da armadura, há uma trama coesa e inteligentemente sutil, em que a dramaturgia e as inevitáveis explosões e lutas convivem de maneira harmoniosa e coerente. Além disso, é recheada de situações divertidas e ótimos diálogos. Favreau conseguiu a façanha de manter o equilíbrio essencial para o gênero, de não desprezar os fãs e não alienar o restante da platéia.&lt;br /&gt;Há outros méritos, além do roteiro sóbrio, como o elenco. A maioria das críticas foi unânime em elogiar a performance de Downey Jr. e com razão. O ator interpreta Tony Stark como um playboy egoísta e inconseqüente, mas de bom coração e que, por isso, “constrói” sua redenção como herói. Stark é um empresário showman que, ao ver o alcance negativo de seus atos, decide lutar contra o monstro que criou, tanto como executivo como seu alter – ego dourado e vermelho. Vale notar que o humor sacana que Downey Jr. colocou em Stark, além de soar natural no ator, funciona muito bem para seduzir a platéia. Tony Stark não é um galã (apesar de seu sucesso com as mulheres), nem um tipo antipático que cria uma consciência. Ele é o amigo fanfarrão e meio fora da realidade que todo mundo gostaria de ter.&lt;br /&gt;Embora com menos destaque, já o protagonista e seu intérprete dominam o filme tanto dentro quanto fora, os coadjuvantes cumprem de maneira excelente suas funções. Eles são os normais, os discretos e as vozes que tentam trazer Stark à razão e, principalmente, à maturidade. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000569/"&gt;Gwyneth Paltrow&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0005024/"&gt;Terrence Howard&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0869467/"&gt;Shaun Toub&lt;/a&gt;, entre outros, acertam no tom abaixo do protagonista e marcam a trama com a sobriedade necessária às exuberâncias do protagonista. Já Jeff Bridges, como o vilão, faz uma construção interessante, começando contido, como uma ameaça velada e, à medida que a trama avança, torna – se maníaco, embora sem os excessos que muitas vezes encontramos em filmes de super – heróis. De certa maneira, a interpretação de Bridges para o personagem remete a de Ian McKellen no primeiro X – Men: respeitoso, calmo, mas ameaçador, assumindo sua real natureza na apoteose final. Aliás, como nota de rodapé, Bridges está muito engraçado como Monge de Ferro, mas mantendo a convicção de força mortífera.&lt;br /&gt;Os aspectos técnicos estão no tom do filme, tornando convincente o universo de Tony Stark e a proposta de apresentar uma boa diversão escapista e que não subestima a inteligência da platéia com exageros pirotécnicos. A música foi muito bem seleciona e remete tanto ao espírito do filme e do protagonista quanto ao Homem de Ferro de em si.&lt;br /&gt;Para inaugurar a temporada de superproduções de aventura, Homem de Ferro honra o compromisso e deixa o público ansioso pela seqüência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-5802545448087699624?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/5802545448087699624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=5802545448087699624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/5802545448087699624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/5802545448087699624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/06/resenha-ambrosia-1.html' title='RESENHA AMBROSIA 1'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-483497824809458841</id><published>2008-06-29T19:06:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T19:10:02.263-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para não concorrer comigo mesmo, decidi postar contos que não entraram na página do Clube da leitura (&lt;a href="http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura"&gt;www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura&lt;/a&gt; , passem e comentem!) e publicar inéditos no blogue. Como este. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FREAKSHOW&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, escuta essa.&lt;br /&gt;O homem, deprimido, dirigia em uma longa avenida. Ele achava que sua vida era como a rua, uma trajetória sem fim e obstáculos para frente. No entanto, quando menos esperava, foi vítima de um golpe. Nada restava naquele momento do que se recuperar e torcer para que não fosse tarde demais para conquistar algumas doses de glória. O homem pensou que se o seu carro estava na quarta marcha, sua vida parecia ter ficado presa em primeira. A música estava alta e ele procurava por algo novo. Qualquer uma, que libertasse da rotina agridoce em que se encontrava. As luzes alaranjadas dos altos postes, que cortavam seu semblante a cada 2 segundos, aumentavam a melancolia e faziam da busca, inadiável.&lt;br /&gt;Ele, finalmente, pára e encosta.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Oi, amor. Tá a fim de um amor gostoso?&lt;br /&gt;- Eu não sei... pode ser...&lt;br /&gt;- Completinha é 100.&lt;br /&gt;- Entra aí...&lt;br /&gt;- Você me parece familiar...&lt;br /&gt;O homem tremeu neste momento. Para não ter que voltar à realidade da mente, começou a dizer que ia levá – la para um motel que conhecia, muito discreto, e que poderia pagar mais se gostasse do serviço. A passageira, finalmente, acalmou e improvisou uma tabela de preços. O homem, crédulo, ouvia com atenção.&lt;br /&gt;Eles chegam ao motel. Param, pagam, pegam a chave, param de novo, saem e andam até o quarto.&lt;br /&gt;É uma suíte de luxo, com banheira para quatro, sauna, poltronas, frigobar e espelhos por todas as paredes. Na cômoda, botões que ativavam desde o sistema de refrigeração à TV. A passageira sintoniza numa estação e inicia uma desajeitada dança sensual. O homem se senta e assiste, ligeiramente boquiaberto, fascinado com aquela estranha criatura.&lt;br /&gt;- Você já se sentiu como se não pertencesse?&lt;br /&gt;- Hum... fala não, bofe. Vem dançar, vem...&lt;br /&gt;- Não. Eu prefiro ver. Mas, não sei, você já se sentiu como se as pessoas te rejeitassem, por mais que você... tenha tentado se inserir, tenha sido legal com todo mundo...&lt;br /&gt;- Querido, escuta a música... Não te deixa com tesão?&lt;br /&gt;- Por mais que você tenha tentado, eles ainda te olham como se você fosse um estranho, uma criatura do outro mundo...&lt;br /&gt;- Mais do que imagina... Ai...&lt;br /&gt;- Você é chutado do mundo deles... Não, porque você tenha feito algo errado. Não... Você fez tudo certo. O problema é, você não pertence. O acesso é exclusivo e você não tem pedigree. Você é uma aberração...&lt;br /&gt;- Você quer conversar ou quer sexo?&lt;br /&gt;- Tira a roupa.&lt;br /&gt;Ela tira tudo de uma vez. Seu corpo é marcado por cicatrizes e cortes. Os seios são pequenos e caídos, como se tivessem sido colados ao tórax pelo lado de fora. As mãos e pés, grandes. O rosto, que não escuridão, disfarçava, ganhou feições mais masculinizadas. Entre as pernas, um grande pênis.&lt;br /&gt;- Quer fazer amor, gatinho?&lt;br /&gt;O homem tira a roupa. Seu corpo, apesar de musculoso, é pequeno, quase delicado. Os pêlos faciais são grosseiramente falsos. O peito é liso e rente. Seus olhos apertados e as bochechas, ligeiramente rosadas. Ele tira a última peça de roupa, a cueca, e revela uma vagina.&lt;br /&gt;- Não. Quero que você me coma, aberração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-483497824809458841?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/483497824809458841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=483497824809458841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/483497824809458841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/483497824809458841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/06/clube-da-leitura-8.html' title='CLUBE DA LEITURA 8'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-6633716912753340998</id><published>2008-05-08T03:54:00.000-03:00</published><updated>2008-05-08T03:55:55.023-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ANIMAL BABANTE&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creuza Sueli deu um longo suspiro enquanto subia no elevador. Os números passavam vagarosamente, mas ainda rápido demais para ela. Ela fechou os olhos e forçou o pensamento para o churrasco de domingo à tarde. O Flamengo venceu e seu marido promoveu uma festança por conta. Cerveja, carvão e, claro, a carne, tudo comprado com antecipação e preparado, só esperando para o que time fizesse sua parte. Tocou forró e funk até à madrugada. A carne estava deliciosa e a cerveja gelada. Parecia réveillon na praia de Copacabana. Creuza Sueli se concentrava em todos os momentos felizes para animar o espírito e poder, desta forma, encarar o seu Gouveia.&lt;br /&gt;Seu Gouveia era um senhor de 110 anos, mas com espírito de Matusalém com prisão de ventre. No entanto, pelo o que dizem, o sujeito já era um filho da puta desde jovem. Foi o primeiro morador do prédio e último representante da primeira geração de condôminos. Era como aquela antiguidade que você recebe de presente, mas é feia pra caramba e não combina com nada na sala, então é deixada em seu canto para não incomodar a vista. Seu Gouveia, ao contrário do objeto, estava muito vivo e fazia questão de mostrar sua presença das maneiras mais desagradáveis possíveis. Quando encontrava os porteiros vendo o jogo na TV de 5 polegadas que um deles trazia, dizia algo como “Vão trabalhar! Isso aqui não é o barraco de vocês!” Quando as crianças corriam na entrada, comentava alto: “Esses pivetes deviam apanhar com cinto e ajoelhar no milho para aprender o que é respeito!” Seu Gouveia, de longe, não era a pessoa mais amada do prédio ou de qualquer lugar onde ele estivesse.&lt;br /&gt;Há alguns meses, seu Gouveia caiu no banheiro e quebrou a perna. Como nem seus filhos conseguiam acumular suficiente força de vontade para encará – lo, contrataram uma enfermeira para fazer o serviço sujo. Duas mulheres depois, entrou Creuza Sueli. Era sua segunda semana no trabalho e todo dia ela rezava duas Nossas Senhoras, uma antes de sair de casa e outra quando chegava. A primeira era para que ela não matasse o velho e a segunda, agradecendo por sobrevivido ao dia e resistido às tentações.&lt;br /&gt;O elevador parou e ela saiu. Andou pelo corredor lentamente, sentindo – se levemente tonta. Abriu a porta e entrou. Assim que fechou, ouviu aquela voz rouca de cigarro.&lt;br /&gt;- Está atrasada de novo, sua puta! Eu estou morrendo aqui e você fica se oferecendo no meio da rua para marginal! Crioula é tudo igual mesmo! Só serve para isso!&lt;br /&gt;“Não mata o velho, não mata o velho, não mata o velho! Você precisa do dinheiro pra pagar o quarto na casinha em Búzios para as férias! É só mais esta semana e você consegue! Você e Clayton juntos na praia, com os amigos pro feriadão. Você consegue, teu santo é forte!”&lt;br /&gt;- Cadê você? Tá roubando minhas coisas? Deixa de bunda mole e me levanta pra mijar!&lt;br /&gt;“Não mata o velho! Cadeia. Não vale a pena!”&lt;br /&gt;Creuza Sueli, após criar coragem, chega no quarto do homem.&lt;br /&gt;- Bom dia, Seu Gouveia.&lt;br /&gt;- Bom dia é a puta que pariu!&lt;br /&gt;- Vejo que continua espirituoso como sempre...&lt;br /&gt;- Espírito? Você quer que eu morra ou tá fazendo macumba no seu terreiro contra mim? Pode fazer! Eu agüento todas as bocas de sapo fechadas do mundo!&lt;br /&gt;“Infelizmente...”&lt;br /&gt;Enquanto ela o ajudava em sua higiene, mais palavras gentis seguiram. E assim foi o dia, como todos os outros.&lt;br /&gt;Finalmente, o último dia! Creuza Sueli estava em estado de graça. Não veria mais aquela praga preconceituosa e babante e teria o dinheiro pro quarto no feriadão. A única diferença era que ele estava mais calmo. Continuava insultando – a e gritando horrores como sempre, mas sem o fervor de antes e mais calado.&lt;br /&gt;- Seu Gouveia, semana que vem, uma nova menina vem aqui e vai cuidar do senhor. Se cuida.&lt;br /&gt;“Uma palavra de consideração não dói.” – pensou.&lt;br /&gt;- Vá à merda! – ele respondeu.&lt;br /&gt;Ela saiu, sentindo – se muito bem consigo mesma. Tinha conseguido o que queria e aturado um dos seres humanos mais desprezíveis que encontrou. Era uma santa.&lt;br /&gt;Seu Gouveia, sozinho, deitado na cama, não conseguia dormir. Encarava o teto e pensava: “Lá se foi mais um amor da minha vida...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-6633716912753340998?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/6633716912753340998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=6633716912753340998' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/6633716912753340998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/6633716912753340998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/05/clube-da-leitura-7_08.html' title='CLUBE DA LEITURA 7'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-316380624275918643</id><published>2008-05-03T20:50:00.004-03:00</published><updated>2008-05-03T21:13:51.147-03:00</updated><title type='text'>CANÇÃO PARA O AMOR QUE ESTÁ POR AÍ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é texto meu, mas a letra diz tudo que espero da minha cara metade, onde quer que esteja. Cedo ou tarde, eu vou te encontrar. Eu sei. Não tenho pressa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;WILD THING&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(riff)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wild Thing!&lt;br /&gt;You make my heart sing.&lt;br /&gt;You make everything... groovy!...&lt;br /&gt;Wild Thing.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wild Thing, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;I... think I love you.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;But I wanna know for sure...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;So, come on, and... hold me tight...&lt;br /&gt;I love you...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You make my heart sing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You make everything... groovy!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Wild Thing,&lt;br /&gt;I... think you move me...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;But I wanna know for sure!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;So, C'mon, and... hold me tight.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You move me...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Ápice.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You make my heart sing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You make everything... groovy!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;C'mon, C'mon, Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Shake it, shake it, Wild Thing!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Não sei se a versão original é do The Animals, The Troggs, Jimi Hendrix ou mesmo da Grace Jones. Se alguém souber a resposta, por favor, revele, pois estou curioso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obs.2: Minha versão favorita é do The Animals. Sempre The Animals. Dei uma adaptada para lembrar mais o ritmo da música. Tem que escutar, cara. Tem que escutar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-316380624275918643?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/316380624275918643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=316380624275918643' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/316380624275918643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/316380624275918643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/05/cano-para-o-amor-que-est-por-no-texto.html' title='CANÇÃO PARA O AMOR QUE ESTÁ POR AÍ'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-13882484011639389</id><published>2008-05-02T02:41:00.000-03:00</published><updated>2008-05-02T02:43:39.622-03:00</updated><title type='text'>TEXTO DE UM APRENDIZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O AMOR NOS FAZ DE ANIMAIS&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este texto surgiu de um telefonema não atendido e de palavras que nunca consegui dizer como deveria. Ele aparece em neste formato, porque sempre me expressei melhor assim, do que deixando que meus reais sentimentos, e não os efêmeros e imediatos, viessem a meus lábios e saíssem de minha boca. Se é meloso, assumo a culpa. É o que sinto e, às vezes, é melhor desabafar do que buscar incessantemente a elegância e sutileza literárias.&lt;br /&gt;Nada faz superar um amor do que um novo. É o que dizem. Sinceramente, ainda não sei. Amei de verdade uma única pessoa na minha vida e ela ainda é muito especial para mim. No bom e no mal sentido.&lt;br /&gt;Eu desejo para ela o melhor de tudo. Quero que ela encontre uma pessoa maravilhosa e se case. Tenha filhos. Um bom apartamento e situação financeira. Quero a vida dela seja completa e, em seu leito de morte, ela se vá com um sorriso, porque foi bonita como um nascer do sol em uma praia paradisíaca. Ela merece, assim como eu e qualquer pessoa que tenha o coração no lugar certo. É a mais pura verdade.&lt;br /&gt;Por que, então, toda a vez que a vejo, perco a razão e ajo feito uma besta? Será por que não arrumei uma nova pessoa para ocupar o espaço que vagou em meu espírito? Será por que ela já encontrou outra? Será possessão? Será devido a não a aceitar a inevitabilidade do destino, que mais uma vez me prova que seu curso seguirá, mesmo sem mim a bordo? Será tudo isso ou outra coisa?&lt;br /&gt;Ela não me ama mais. É um fato. Ainda se importa comigo, se preocupa, quer meu bem. Este é outro. O desejo é recíproco, conforme afirmei acima. Apesar das boas intenções, faço questão de cultivar seu ódio a mim. Toda a vez que vejo, é como se enfiassem uma adaga em meu coração. Será que eu quero que ela se sinta tão mal quanto eu? Será uma maneira doente de nos conceder liberdade da influência desequilibrada que ainda possuímos sobre nossas vidas? Será auto – punição da minha parte? Quando haverá paz? O tempo dirá? Com certeza.&lt;br /&gt;O amor é uma faca de dois gumes, cujo sintoma é loucura. Quando o casal está junto e feliz, a esperança floresce. A felicidade torna o banal algo insignificante. Quando se separa, carência e inconformidade reinam, envenenando nossas almas. Fazemos perguntas que não têm respostas lógicas. Nos culpamos por não conseguir controlar o que está além de nosso alcance. De qualquer forma, é viver em realidades alternativas. Em ambas, não sabemos qual é o rumo e seguimos de acordo com o sentimento do agora. Somos loucos. Perdemos nossa capacidade de raciocínio. Somos animais, guiados pelo instinto primordial da sobrevivência.&lt;br /&gt;Não pedirei mais compreensão ou desculpas. Abusei do primeiro e, falo por mim, sei que ela está cansada de escutá – las. Errar é humano, mas repetir é estupidez. Quanto a ela, precisa entender que, a cada escolha, um sacrifício é feito. O que nós dois temos que nos dar conta é que, para se ter uma nova vida, abandonamos o passado. Seja por vontade própria ou não, este se torna um ponto de referência para melhorarmos nosso futuro.&lt;br /&gt;Tudo muda. Pode ser que volte diferente, mas, quase sempre, quando ocorre, é gradual. É uma das transições mais dolorosas para uma alma jovem. O fim de um amor é uma morte, mas não irremediável. Nós continuamos, apesar. É nossa chance de sermos felizes de novo, o que nos faz humanos. Devemos abraçar esta possibilidade com unhas e dentes. É uma das poucas chances que temos de derrotar o que surge como inevitável.&lt;br /&gt;Talvez o que nos torne animais é que amor e ódio são extremos – irmãos. Abel e Caim. Como evitar que a tragédia se repita é nosso grande desafio e dever. Todo dia é um teste de paciência e humildade e, por isso, uma benção. Porque nos dá a oportunidade de sermos melhores. Mas como é difícil... Complexo... Queremos o bem, mas nem sempre agimos de acordo.&lt;br /&gt;Diz a música que todos nós, em algum momento, aprendemos. É quando a lição é assimilada que não somos mais seres irracionais. Somos carne e osso e sofremos, sim. Viver é também uma experiência de dor. Ainda mais quando estamos descobrindo o que isso significa e suas implicações. Se deixar levar, é cavar sua cova mais cedo. Jogar sua negatividade para o outro, no entanto, é infeliz. E, como acima, não adianta fazer algo ruim e depois se arrepender. Você tem que viver aquilo que prega. Ser um hipócrita é ser um bicho domesticado.&lt;br /&gt;Entre idas e voltas, me perdi. A gente se perde e, quando tudo dá certo, se acha. Se perde, se acha, se perde, se acha, a roda gira. Como diz Walmor Chagas na abertura do ótimo &lt;em&gt;São Paulo S. A.&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;Recomeçar. Recomeçar de novo. Recomeçar mil vezes...&lt;/em&gt; Isso é o amor e isso é ser humano. Reconhecer é o primeiro passo. O mais importante, no entanto, é o segundo: recomeçar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-13882484011639389?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/13882484011639389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=13882484011639389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/13882484011639389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/13882484011639389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/05/texto-de-um-aprendiz.html' title='TEXTO DE UM APRENDIZ'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-3757387020374033331</id><published>2008-05-01T12:43:00.001-03:00</published><updated>2008-05-01T12:45:45.477-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O SINAL&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Peço, da maneira mais humilde que consigo, perdão, Senhor. Eu não fui digno de presentear Vosso filho. Sou apenas um homem e nada além disso. Obtive a graça de ver o sinal dourado na madrugada penetrante. Quantos homens, mulheres e crianças não são abençoados, às vezes, e de que não tomamos conhecimento? A vida, em si, não seria a maior graça e a morte a forma de ver se fomos merecedores desta?&lt;br /&gt;Durante minha fase na Terra, fui rei. Como uma pessoa honrada, fiz aquilo que achei certo para o benefício de todos ao meu redor e o próprio. Com sorte, acertei quase tanto quanto errei. Não quero soar pretensioso, Senhor. Apenas é como analiso meu tempo neste momento em que ele se esgota, como os últimos trechos de água de um rio no período de seca. Tudo é breve e imprevisível. Só podemos esperar que tenhamos feito o certo, o bem por si mesmo. Nem sempre fui assim e, daquela época, sinceramente me arrependo.&lt;br /&gt;Apesar de meu desejo de me adereçar diretamente a Vós, sinto – me impossibilitado de fazê – lo apropriadamente. Nada nos prepara para o futuro, especialmente quando este surge na forma de perda. Enquanto tento prestar minhas contas, não consigo ser humilde o suficiente para controlar meus sentimentos de raiva, tristeza e medo. Muito medo. Como uma criatura selvagem encurralada por seu predador, mantenho uma defesa feroz da minha vida, na inútil esperança de que tudo tenha sido um engano.&lt;br /&gt;Por favor, me dê mais um dia! Conceda – me alguns minutos para resolver minhas pendências! Sou incapaz de fazer a transição com serenidade sem pedir perdão às pessoas que amei e magooei! Queria poder remendar todos os atos que cometi no calor do momento, sem enxergar as sutilezas do grande tecido que é o destino.&lt;br /&gt;Caso Vosso plano para mim já esteja fechado, peço, novamente, humildemente, que mostre àqueles que decepcionei um sinal de que lhes peço desculpas e que também os perdôo por terem me ofendido, se assim acham. Um sorriso da pessoa amada, um abraço de verdade de alguém com que eles realmente se importam, um presente inesperada ou uma benção discreta, como a brisa que bate na nuca num dia quente de verão... Este é o último desejo de um moribundo.&lt;br /&gt;Não faço este pedido para Tenhais misericórdia em meu julgamento. Minha intenção sincera é outra. Como não posso e não pude mudar o mundo, gostaria de, ao menos, proporcionar um pequeno momento de felicidade para todos que afetaram minha vida. Que os que a alegraram, sejam recompensados por seu carinho para comigo. Que os que me entristeceram, recebam este gesto como o sinal de que há uma forma melhor de viver, não egoísta e aberta. Eu sei disso, porque eu era assim até o momento em que vi a estrela cortar o pano preto da minha alma. Foi quando percebi que poderia ser feliz... Foi rápido e transformou por completo o curso de minha vida. Foi quando testemunhei o parto de um novo mundo. As coisas mudam, enquanto esperamos por sinais...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-3757387020374033331?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/3757387020374033331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=3757387020374033331' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/3757387020374033331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/3757387020374033331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/05/clube-da-leitura-7.html' title='CLUBE DA LEITURA 6'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-2405297848208568299</id><published>2008-04-13T03:48:00.002-03:00</published><updated>2008-04-13T03:50:04.626-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O PESADELO DE OPPENHEIMER&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a radiação de mil sóis queimassem ao mesmo tempo no céu, isso seria como o esplendor do Senhor. Agora, eu me torno a Morte, o destruidor de mundos &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Citação de J. Robert Oppenheimer a &lt;a title="Bhagavad Gita" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bhagavad_Gita"&gt;Bhagavad Gita&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nota do autor&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o site Wikipedia, J. Robert Oppenheimer foi um físico americano e professor da University of California. Ele também ficou como conhecido como o “pai da bomba atomica” por ter sido diretor do Projeto Manhattan. Foi neste programa do governo americano durante a Segunda Guerra Mundial as primeiras bombas atômicas foram desenvolvidas. Com o sucesso, foi promovido a chefe da recém – criada Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos. No entanto, em 1954, devido a opiniões “subversivas”, Oppenheimer teve seu passe de segurança revogado e saiu da vida pública. No mesmo ano, foi publicado o ensaio As portas da percepção, escrito pelo inglês Aldous Huxley. Nele, a autor discorre sobre suas experiências com mescalina. Huxley usou drogas até o fim de sua vida e escreveu diversos ensaios e livros de ficção sobre o tema, em que entorpecentes são utilizados tanto como instrumentos de libertação e auto – conhecimento quanto de controle e opressão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto enfrentava a depressão, Oppenheimer leu os trabalhos de Huxley. Normalmente, ele ficaria escutando compositores clássicos, mas sua capacidade de concentração parecia levada por ventanias fortes. Tentou leitura, para se acalmar. Nada funcionou, até se deparar com as pesquisas daquele escritor. Em sua educação, que o levou a enxergar o mundo de uma forma técnica e funcional, a idéia de outros planos, sem controle ou padrões, era inverossímil. Tanto na política quanto física, todos os efeitos são conseqüências das ações iniciais de objetos. No entanto, as circunstâncias atuais eram absurdas. As reações se tornaram muito mais violentas e inesperadas, além da capacidade dos cálculos. As possibilidades se espalhavam em cadeia, destruindo tudo a seu redor. Logo, a noção de que há outros elementos além da explicação da física quântica não parecia mais tão ridícula. O próximo passo seria encontrar Huxley.&lt;br /&gt;Marcar uma reunião foi fácil. Seria no apartamento dele, onde poderia ver seu novo trabalho, que muito o intrigava. O que mais um homem poderia tirar de uma ciência que se propunha sem limites? Quais seriam as variantes de algo que propõe a além do infinito? Desde que se assumira como a Morte, o destruidor de mundos, a enorme nuvem em formato de cogumelo tomara não só as duas cidades, como corações e mentes pelo globo. Como Frankenstein, encarava uma criatura que fugira a seu controle.&lt;br /&gt;- Você deve ser o Dr. J. – ele disse, sorrindo.&lt;br /&gt;- Professor Oppenheimer. – respondeu.&lt;br /&gt;- Entre. Sinta – se à vontade. É uma pena que não possa conhecer minha mulher. Ela está doente.&lt;br /&gt;- Qual é o problema?&lt;br /&gt;- Câncer.&lt;br /&gt;- Meus pêsames.&lt;br /&gt;- É triste por um lado, mas uma benção por outro. Ela poderá testemunhar todo um universo que nem os indutores mais exóticos ainda podem nos trazer.&lt;br /&gt;- Trazer?&lt;br /&gt;- À mente, Dr. Oppenheimer. A mente. A maior porta de todas, que esconde um salão infindável, com saletas dentro à exponencial n.&lt;br /&gt;- Me desculpe, Sr. Huxley, mas, pelo o que sei, a morte não traz qualquer benefício. Só cadáveres.&lt;br /&gt;- Como pode saber?&lt;br /&gt;- Eu sei pelo o mesmo motivo que todos nós. Após a morte, a vida encontra o seu fim e o corpo começa o processo de decomposição.&lt;br /&gt;- Não acredita em alma? Ou em algo que rege o corpo e as ações do indivíduo?&lt;br /&gt;- Não há prova científica da alma humana. Quanto às ações, são respostas das ações do indivíduo, por mais estranhas que pareçam.&lt;br /&gt;- É... Soube que revogaram seu passe de segurança. É impressionante! Qualquer tentativa de mostrar um novo lado de uma questão é sempre visto com desconfiança e ódio. O novo não interessa ao sistema humano. Qualquer coisa que ameace sua natureza cíclica deve ser exterminada, com a força de mil sóis. Citação apropriada, aliás, para a ocasião.&lt;br /&gt;- Muito obrigado, Sr. Huxley. Pessoalmente, acho que a frase de Gita teve sua conotação deturpada. Eu apenas tentei dizer que o teste foi bem – sucedido, a bomba funcionou... Sem querer tomar mais o seu tempo, devo dizer o que traz aqui hoje. Eu li sobre suas experiências com um alucinógeno chamado mescalina.&lt;br /&gt;- Ah, sei. Um colega meu mencionou uma droga muito interessante que estou considerando experimentar. Aparentemente, intensifica os efeitos da mescalina... Aliás, sou um grande admirador de seu trabalho.&lt;br /&gt;- Obrigado. Admito que estou surpreso. Apesar de minhas opiniões, sempre fui visto como um fator – chave para o estabelecimento da política atual, apesar de minhas tentativas para...&lt;br /&gt;- Um dos benefícios da bomba atômica foi mostrar ao público que o homem é capaz de realizações dignas de descrições bíblicas. O que vocês, do Projeto Manhattan, fizeram foi mais do que uma arma de destruição em massa, mas um objeto de criação. Medo e violência são elementos essenciais para o nascimento e sobrevivência de todas as criaturas e, por que não dizer, mundos. Todo ato de criação é também um ato de destruição, não concorda?&lt;br /&gt;- Nós fizemos o que nos mandaram.&lt;br /&gt;- Nunca se perguntou por quê?&lt;br /&gt;- Era uma maneira de proteger a nação.&lt;br /&gt;- Então, vocês eram apenas soldados, é isso?&lt;br /&gt;- Me desculpe, Sr. Huxley, mas não vim até aqui para discutir sobre política mais uma vez. Vim aqui devido à curiosidade, não mais.&lt;br /&gt;Huxley mostra dois pacotes.&lt;br /&gt;- Branco ou preto?&lt;br /&gt;- Branco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;durante&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma hora se passa e começa seu sonho branco e pesadelo cinza. Uma voz, sussurra “... e pesadelo cinza...” e “Venha e veja..”. Oppenheimer encarava um vaso de flores que estava em frente à poltrona onde se sentara. Dentro do vaso, três flores, margaridas. Seus caules ficaram eretos e juntaram, dando às margaridas um aspecto semelhante a um dente- de- leão. As pétalas derreteram e se extenderam, como borracha, até as bordas do vaso e se liquifez, tornando – se uma perfeita e instável bolha d’ água. A bolha treme. O chão e tudo ao seu redor também. O terremoto balança seu crânio. Oppenheimer sente – se dentro de um liquidificador. Ele se sente enjoado. Cai no chão, vomita e a bolha explode. Seu coração dói e não consegue respirar.&lt;br /&gt;Quando abre os olhos, ele vê uma fumaça densa, com cheiro nauseante e a qual queima sua pele. Ele não consegue parar se coçar. A nuvem se espalha lentamente, desrespeitando a passagem do tempo, pois transforma cada frações de segundo em um minuto. Ele não consegue abrir os olhos. Olha para baixo e um vê um grande cogumelo cinza, com uma pequena serpente enrolado ao redor da base. Ele pega o cogumelo e o come, junto com a serpente. Ele escuta o sibilar da cobra dentro dele. Ele tenta ignorar, mas o som aumenta. Ele grita.&lt;br /&gt;Abre de novo os olhos. Tudo está branco, como em uma nevasca densa. Não há som, não há temperatura, nem cheiros. Só uma cor. Oppenheimer começa a enxergar uma forma que surge de dentro do branco. É um cavalo, com alguém montado nele. E ficou claro que era o Anjo da Morte. Aquele que parece um homem, andando por aí, anotando nomes, mas que decide quem libertar e quem condenar. O cavaleiro se dirige a ele. Os cabelos do seu braço se levantam, a cada gole, a cada trote e a cada golpe. Oppenheimer não consegue fugir, pois não começou ou fim nesta dimensão. Finalmente, o Anjo da Morte o alcança e eles se encaram. Oppenheimer não sente mais medo. É ele.&lt;br /&gt;Oppenheimer sente náuseas mais uma vez. O cavaleiro segue seu rumo e grita:&lt;br /&gt;- E, após o grande sonho branco, tudo o que vai sobrar são cinzas e sombras. Eu sou um homem, sou mulher, sou um alienígena, sou o sexo e a carência, sou a música e as luzes, sou o eterno e o datado, a ciência e a superstição, sou o produto bruto de todos os tempos de tempo nenhum... Eu queimei mil sóis e sou o Senhor. Quem é você?&lt;br /&gt;Quando ele ia responder a pergunta, vomitou de novo e viu a explosão com os próprios olhos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;depois&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;...a bomba funcionou.&lt;br /&gt;... Fiquei sóbrio. O mal está feito. Eu me iludi. Não sou um soldado. Sou um bastardo e vou pagar por todas essas coisas que eu fiz...&lt;br /&gt;Oppenheimer, finalmente, conseguira sentir as imagens que rondavam sua mente. Não apenas visualizar, mas viver, comprovar na própria pele a eficácia de seu experimento.&lt;br /&gt;E se viu como a Morte e que o mundo era branco, após os céus se incendiarem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-2405297848208568299?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/2405297848208568299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=2405297848208568299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/2405297848208568299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/2405297848208568299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/04/clube-da-leitura-5.html' title='CLUBE DA LEITURA 5'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-2280861078572555956</id><published>2008-04-04T17:02:00.000-03:00</published><updated>2008-04-04T17:03:31.077-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 4</title><content type='html'>VOMITANDO LITERATURA&lt;br /&gt;Sai da livraria. Estou cansado. Hoje teve evento na loja. Isso para mim quer dizer ficar até meia-noite para só chegar em casa às duas. Não me incomodo em dormir pouco. Só não gosto da idéia de trabalhar até tarde.&lt;br /&gt;Também não gosto dos babacas que vão. Um monte de filhinho de papai querendo ser passar por revolucionário apenas porque usa chinelo de dedo e parece que não tomam banho há três dias. Quanto tem evento, geral aparece e trazem os colegas. Já vi menos show de horrores em programa de domingo à tarde.&lt;br /&gt;Hoje, foi pior. Este é o quinto buraco do inferno. O maluco mudo tentou dizer um poema: “Hã. Hã. Hã... Hã!”. Acho que ele tentou dizer “Batatinha quando nasce”. Quero esparramar sua cara no chão.&lt;br /&gt;Não escrevo bem, entrei nessa para não perder um dinheiro que sei não vão me dar de volta. Digo o que me vêm à cabeça, neste momento de intoxicação terrena, inspiratória, mental e nasalmente.&lt;br /&gt;Não entendo poema. Detesto vanguarda. Desculpa para fazer merda e dizer que é cheiroso. “Favelost”. Que porra é essa? Será que foi uma palavra que surgiu quando ele se engasgou com um sanduíche do Cervantes? Eu consigo ver o poetas de recital, orgulhosos de sua reputação e falta de noção, entre barofadas de um bom charuto jamaicano, gritando: “Gênio!” A culpa burguesa produziu revoluções sociais, fortaleceu religióes e ditou destinos políticos de Estados. Hoje, compra e vende produção artística. Produção artística. Arte, isso não existe mais. Roubaram o último exemplar na semana passada do Museu do Esquecimento.&lt;br /&gt;Agora, entrei na onda. Agora, sou moderno. Agora, vou ser famoso. Agora, vou ser admirado. Agora, vou ser chupado. Agora, vai ter uma estudante de cinema quer fazer meu documentário. Agora, eu tou cheirado, bebendo pra caralho, todo o álcool que aparece na minha frente. Nasce o artista. Agora, me tira dessa porra de limbo e me leve para as estrelas.&lt;br /&gt;Vejo sangue. É meu, mas não parece.&lt;br /&gt;Como uma mulher. Obrigo ela a gritar “Favelost” durante a transa toda. Meto com mais força, só pra ele gritar com mais afinco: “Favelost”. Texto tem que ter sexo e palavrão. É isso que o público quer. As pessoas deviam fazer mais sexo para, assim, não ter que falar tanto dele.&lt;br /&gt;Isso é um improviso ou desabafo? Isto é um texto ou um vômito? Isso é oportunismo ou criação em estado caótico? Isto é Fausto Fawcett ou Farrah Fawcett? Isto é motivo de orgulho ou vergonha? Isto é um questionamento ou encheção de lingüiça?&lt;br /&gt;Tudo o que sei é queria ser um doce transexual da Transilvânia. &lt;br /&gt;Não escrevo há tanto tempo. Essas coisas são mais prática que outra. A única maneira de manter em forma é se exercitando. Vejo meu texto como uma representação literária do meu estado físico: pequeno, com gorduras sobrando e semi – destruído internalmente. O que me sustenta e ao texto é o cabelo.&lt;br /&gt;Alguns gritam: “Favelost é deus!” Discordo: “Que nada! Fave – Arquivo X é muito melhor!” E, para aqueles que se lembram, Fave- Twin Peaks é que deu origem a tudo isso.&lt;br /&gt;Os dez reais melhores gastos na minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL RUSSELL RIBAS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-2280861078572555956?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/2280861078572555956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=2280861078572555956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/2280861078572555956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/2280861078572555956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/04/clube-da-leitura-4.html' title='CLUBE DA LEITURA 4'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-1397093189802162914</id><published>2008-04-04T17:01:00.000-03:00</published><updated>2008-04-04T17:02:52.668-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 3</title><content type='html'>Este é um texto muito pessoal. É sobre uma ferida aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA FÁBULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história de um fantasma que se apaixonou por uma garota com asas.&lt;br /&gt;Ele vivia nas sombras, pois a luz o machucava, o fazia desaparecer. Devido a sua condição, fez amizade com a Solidão. No entanto, este relacionamento era conflituoso, pois ela exigia mais do que ele podia agüentar. O fantasma suportava o sofrimento porque sabia que, se deixasse a Solidão feliz, poderia garantir sua imortalidade. Ele não queria viver para sempre, mas até a hora certa. No fundo, ele queria desaparecer para sempre. Inclusive, tentou algumas vezes, mas sabia que não era seu direito. Os deuses exigiam dele um sacrifício e ele esperava, dia após dia, pelo chamado. Só eles o libertariam.&lt;br /&gt;Ela adorava o sol, pois, durante o dia, podia voar livremente no céu e causar admiração dos que a viam na terra. Era disso que ela retirava suas forças para seguir voando, por mais exausta que ficasse após tanto tempo. A sensação de liberdade era maior quando uma platéia se formava. Algumas vezes, pessoas atiravam coisas nela. Ela se desviava quando podia, outras vezes, era atingida. Não entendia por que queriam lhe fazer mal e isso a entristecia. Mas, nestes momentos, ela olhava para a vastidão do horizonte e seguia em sua exploração do mundo, por cima, como a testemunha da beleza e caos de uma natureza partida ao meio. Ela olhava para baixo, sonhando com o que nunca seria seu.&lt;br /&gt;Um dia, enquanto o sol se punha e as pessoas olhavam para o evento, a garota com asas aproveitou para procurar um local onde pudesse descansar até o amanhecer. Ela viu o terraço de um prédio de frente para o mar e foi em sua direção. À medida em que se aproximava, notou que já tinha alguém lá. No entanto, não era um ser como os que ela observava em seu espetáculo diário. Era diferente, o que despertou sua curiosidade insaciável. Ela desceu.&lt;br /&gt;- Oi. – ela disse, sorrindo.&lt;br /&gt;- Oi. – ele respondeu, educado.&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;- Eu sou um mecânico.&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- Eu sou uma artista.&lt;br /&gt;- Eu sei, já vi suas apresentações na praia.&lt;br /&gt;- Mesmo? E como eu não te vi?&lt;br /&gt;- Desapareço com a luz. Ninguém me vê.&lt;br /&gt;- Que triste.&lt;br /&gt;- Não é. Gosto assim. Sou um fantasma, na verdade. Existem outros como eu, mas, enfim, nunca os vi.&lt;br /&gt;- Eu tenho asas, mas não sou um anjo ou uma deusa. Também não sei se existem outras ou outros como eu.&lt;br /&gt;- Não tem.&lt;br /&gt;A partir daí, o fantasma e a garota com asas começaram a conversar e a se encontrar durante o pôr- do- sol. Gostavam da companhia um do outro e achavam ter encontrado algo precioso. Cada um a sua maneira, era indivíduos isolados e únicos, que estavam em uma esfera intermediária entre os humanos e as forças do Todo. De repente, a vida deles mudou. Sabiam que, em determinado momento do dia, se veriam e ficariam juntos, criando um universo particular. Por motivos além de suas compreensões, eram cúmplices num plano desconhecido. Pela primeira vez, experimentavam aquilo que os humanos chamavam de amor e conheciam o carinho. O temor que o fantasma sentia pela luz diminuiu e a garota com asas não precisava voar mais tão alto para se alimentar.&lt;br /&gt;Muito tempo se passou desde seu primeiro encontro. O mundo mudou e os humanos ficaram mais cínicos. Os deuses imperfeitos se tornaram indiferentes. O sol sumiu e o público não mais prestigiava as apresentações da garota com asas como antes, o que a enfraquecia. A missão que o fantasma tanto aguardava não aparecia, deixando – o amargo e violento. A garota com asas achou que deveria se mudar, procurar um novo lugar para suas apresentações aéreas e, desse modo, recuperar sua energia vital. O fantasma, por sua vez, contaminado pela revolta, se tornou obcecado com a idéia de sacrifício, exigindo uma resposta dos deuses que o abandonaram.&lt;br /&gt;A raiva do parceiro, aliado com seu desejo por um novo lar, manchou o espírito da garota com asas. O fantasma, por sua vez, entendeu a hostilidade de sua companheira como um sinal de que a Solidão a havia cooptado contra ele. A partir daí, os dois experimentaram, pela primeira vez em muito tempo, sentimentos humanos desagradáveis.&lt;br /&gt;Ela queria voar alto de novo. Ele tentou encontrar os outros fantasmas para começar uma guerra. Enquanto isso, ela estendeu suas exibições na praia até mais tarde. Ele fez às pazes com a Solidão e um novo pacto, no qual ganharia mais sombras para se esconder e reunir forças em troca de sua fidelidade e um pouco de sua recém adquirida humanidade. Vieram dias em que um ia ao encontro do outro, mas não se viam. Os desencontros, que eram acidentais, se tornaram intencionais.&lt;br /&gt;A gota d’água veio em um dia de festa. Era a mudança das estações e a garota com asas voou como parte das comemorações. Muitas pessoas vieram e aplaudiram toda aquela maestria, beleza e grandiosidade mostrada nos céus. A vibração a animou e lhe a energia que há tanto tempo sentia falta. Logo após, foi encontrar o fantasma no terraço. Ele estava concentrado, pensando em seus planos.&lt;br /&gt;Ela, pela primeira vez, revelou seu desejo de se mudar, para um lugar onde os aplausos nunca terminassem e a luz fosse interminável. Ele não concordou, pois interferiria em suas estratégias atuais, além de sua missão, que, apesar de tudo, ainda acreditava que surgiria. Ela olhou com pesar para o amigo e lhe deu beijo. Quando tentou levantar vôo, o fantasma segurou suas asas. Enquanto se debatia, implorava para que ele a largasse, mas, como precisava de aliados e ainda não encontrara seus semelhantes, planejava levar a garota com asas para as sombras, como isca. Finalmente, ela se libertou e foi tão alto que sumiu na vastidão azul – escura. O fantasma olhava incrédulo, diante da fuga espetacular. Foi a última vez que se viram.&lt;br /&gt;Ela continuou seu vôo e encontrou vários lugares. Tornou – se uma nômade, sempre em busca de um lugar onde o sol nunca se apagaria. O fantasma rompeu com a Solidão e se resignou em esperar seu chamado, esperando, que, um dia, teria sua liberdade e poderia se encontrar com a garota com asas, no sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-1397093189802162914?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/1397093189802162914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=1397093189802162914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/1397093189802162914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/1397093189802162914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/04/clube-da-leitura-3.html' title='CLUBE DA LEITURA 3'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-576671296607760625</id><published>2008-04-04T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-04-04T17:01:36.178-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 2</title><content type='html'>TUDO É TRIVIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acorda. Não há ninguém ao seu lado. Não importa. Ruim é trabalhar de ressaca. Queria tomar um café bom. Detestava o que fazia. Até hoje, ela tenta descobrir onde que erra a mão. A ordem do dia precisa ser seguida com o mínimo de intervenções. Dentes, banho, roupas, café, ônibus, cubículo, ônibus, banho, roupas, dentes. O segredo do bom café fica para depois. Hum, será que a porta ficou aberta?...&lt;br /&gt;Ela o observa. Ele está dormindo. Estará sonhando? A festa, a transa, ... ou nada, como se fosse um computador em repouso. Há muito ela o via. Um homem simpático, gentil, excelente colega. Essas coisas acontecem. Amanhã, talvez as coisas estejam diferentes. Melhor se nada mudar. “O que em Vegas, fica em Vegas”, repetem os personagens do filme. Preciso dormir. Nem é tão bom assim. Mais algo para ficar no esquecimento.&lt;br /&gt;Eles conversam sobre o Oscar. Ela não viu, porque tinha que trabalhar cedo. Ele assistiu à cerimônia inteira. Perguntou como foi. Razoável. Quase nenhuma surpresa; ficou em segundo lugar no bolão com os amigos. Não gosta de apostar. Prefere manter sua invencibilidade para si. Não liga muito para isso. É divertido? Deveria...&lt;br /&gt;Foi bom. Poderia ter sido constrangedor. Estão contentes. Se tivesse sido ruim, o clima ficaria ruim. Ter sido pode ser um problema também... Sentem, mas não conseguem verbalizar. Mas eles sabem. Esta não será uma grande história de amor. Caso aconteça, ou não, serão apenas mais uma etapa na vida do outro. Procuram entender tudo literalmente. Ninguém se machuca quando não quer. Eu gosto dela. Eu gosto dele. Não há motivo. A vida segue, apesar de nós. Aceitamos o fato.&lt;br /&gt;Eles transam, como se fosse a segunda vez de suas vidas. Não cometem os erros da primeira, nem se entusiasmam. Querem de forma sincera dar prazer um ao outro. São colegas. Para que arruinar uma relação tão boa por conta de algo tão insignificante. O prazer jamais é pequeno. Os que nos leva até ele, sim. Eles concordam e são delicados. É saudável.&lt;br /&gt;Eles se olham. Riem, Meio sem graça, meio bêbados. Se beijam com precaução. Sorriem. Gostaram. Se beijam de novo. Da mesma forma, tiram as roupas. As dobram e colocam no sofá e na cadeira. Sóbrios, talvez tivessem certeza. Têm uma desculpa.&lt;br /&gt;Ela escuta o som. Está cansada, mas permanece em pé. Ansiosa. Mantém a segurança. Há quanto tempo não tem uma visita. O que ele vai achar?... Não espera elogios, mas também não quer o contrário. É sempre bom passar uma boa impressão. É como os relacionamentos se mantêm. Ela tem a mesma atitude com sua baia no trabalho.&lt;br /&gt;Ele urina. O banheiro é apertado, mas bonito. Ela aperta a descarga. Lava as mãos, o rosto... Se olha no espelho. O que aconteceu?... Estou vivo, com saúde... Tudo deu certo. O resto... é o resto.&lt;br /&gt;Nunca havia estado no apartamento dela. É bem arrumado. Gosto disso. Cada coisa no seu lugar. Não tenho empregada, então, sempre arrumo quando volto da academia. Queria ter essa dedicação. Domingo é meu dia. Levo a tarde toda.&lt;br /&gt;O táxi demorou, né? É, mas veio, pelo menos. É... É... A gente se vê amanhã... Amanhã... Tchau... Posso usar o banheiro?... Claro... Se calam até ela abrir a porta... E a primeira porta à direita, no corredor.&lt;br /&gt;Não costumam ir a festas durante a semana. Como foram parar lá? Bom, uma coisa levou à outra e, quando nos demos conta, lá a gente estava. Não vão ficar muito tempo. Vão comer os salgadinhos, porque não jantaram nada. Talvez beber um pouco. A música é agradável. Há quanto tempo não escutavam “Supersticion” ou “Ballroom Blitz”?... Talvez... deveria sair mais. É isso que as pessoas normalmente fazem. Não gosto de sair. Sou muito caseira. Tenho tudo o que preciso. Tomar um choppinho num bar é uma coisa, mas boate é outra. Além do mais, sempre têm briga nesses lugares; leu o jornal hoje?...&lt;br /&gt;Daqui a pouco, acaba. O convite, apesar da inconveniência de ser numa terça – feira, mexeu com ela. Vão todos sair juntos. Queria tomar um banho antes. Se fizer isso, aí é que ela não vai mesmo... Foi. Por que não?&lt;br /&gt;Ele passa pela baia dela. Oi. Oi. Sorrisos. Depois, devem conversar no bebedouro ou quando forem pegar mais café. Ela se sente à vontade com ele. Parece uma boa pessoa. De uma maneira formal, são íntimos. Trocam trivialidades um com outro sem culpa. É bom. Ninguém se quebra. Todos nós somos como porcelana, tão bonitos, tão fortes, mas frágeis ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Para ela, a trivialidade é a filha bastarda da intimidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-576671296607760625?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/576671296607760625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=576671296607760625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/576671296607760625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/576671296607760625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/04/clube-da-leitura-2.html' title='CLUBE DA LEITURA 2'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-8678327660052325798</id><published>2008-04-04T16:58:00.001-03:00</published><updated>2008-04-04T17:00:44.185-03:00</updated><title type='text'>CLUBE DA LEITURA 1</title><content type='html'>Esse é um texto que escrevi para o Clube da Leitura, um evento sobre o qual ainda darei mais detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BERNADETTE E O DESCONHECIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva já havia passado. As ruas estavam molhadas, mas a maior parte da água já evaporara ou tinha descido para os esgotos. Ao seu redor, poças enormes refletiam as luzes dos postes acima, numa imagem espelhada imperfeita, contaminada por impurezas de todo tipo. Para ela, aquele quadro no chão, com manchas granuladas e inquieto em seu discreto movimento, era mais real.&lt;br /&gt;Bernadette bebia sozinha. O funcionário do bar trazia a quarta garrafa. Após retirar a vazia da “camisinha”, pôs a nova de forma desajeitada e saiu, rapidamente. Ela olhou para trás e o viu voltar para trás do balcão. Serviu mais um copo e bebeu. Em seguida, encheu de novo, tomou um pouco da cerveja, colocou o copo na mesa, procurou um cigarro na bolsa e, depois, o isqueiro, acendeu, deu trago e ficou assistindo a nuvem densa de fumaça subir no ar e sumir, se fundindo com o ambiente.&lt;br /&gt;Há pouco tempo atrás, conheceu um estranho. Foi ver um apartamento à venda e ficou presa quando o temporal começou. Algumas horas se passaram e eles conversaram. De início hesitante, o homem, desculpe, o rapaz, ficou muito eloqüente à medida em que o papo se tornou mais pessoal. É engraçado isso?... Certas pessoas parecem tão tímidas, mas, é só falar do que você faz com sua vida, e elas se transformam em guias de auto – ajuda... Normalmente, vamos dizer, se Bernadette encarasse esta situação em uma boate, ela iria dançar e deixaria o cara sozinho ou se calaria.&lt;br /&gt;Hoje, foi diferente. Ela não estava bêbada, não havia outras pessoas e a única música era a que os vizinhos tocavam. Talking Heads, Tears for Fears, ... os hits de 1987. Uma overdose digna de uma festa dos anos 80, se estas se levassem só um pouquinho a sério... Também a situação de ficar presa num lugar estranho com um desconhecido era esquisita para ela. Talvez tenha sido a combinação dos fatores que a deixaram tão abalada.&lt;br /&gt;Ela era tão pessimista? Não. Acreditava ser uma realista. Com pouco esforço, ela tentava e, às vezes, conseguia vender sua idéia de que; como o corretor tinha dito, “O mundo não é um moinho, é uma merda mesmo.” Ao redor do mundo, as pessoas fazem o que querem e, em geral, fazem tudo errado. Era como uma daquelas fileiras de dominó, postas na vertical e com cada peça atrás da outra. A diferença era que o lado que atingia o outro dominó tinha bosta nele. Assim, quando caiam, sujam o próximo até terminar. Bernadette via o mundo desta maneira e não tinha problemas com isso.&lt;br /&gt;Gostava de ver sua vida como vinte e cinco anos de prazer absoluto... Não irresponsável, mas conscientemente inconseqüentes. Quem era ele para me julgar? Tinha um namorado bem – sucedido, trabalhava, apesar de não estar empregada... Estava perseguindo seus sonhos. Estava na idade disso. Mesmo que aquele corretor não estivesse em posição de julgá – la, ela ainda não parava de pensar. Que ele não entendia nada, era verdade. Que aquele discurso “de perto, tudo é lindo”, já era batido e que ela já ouvira em um milhão de outras ocasiões, também. Tudo se perdia após um bom porre. Bernadette achava que seria a mesma coisa agora. Mesmo assim, estava demorando. Afinal, depois de quatro garrafas de cerveja, já deveria estar pensando em coisas divertidas, alguma piada ou uma situação engraçada.&lt;br /&gt;Bernadette tinha combinado de passar na casa do namorado, mas desmarcou. Não se achava em condições. Queria um tempo para poder ficar deprimida à vontade, sem pressões ou perguntas idiotas. Já tinha tido sua dose pelo dia. “Por que estou pensando feito uma idiota?”, se perguntou.&lt;br /&gt;Tomou mais um trago e a cerveja tinha esquentado. Morna. Virou o copo e se serviu. De repente, escuta de um dos prédios “Once in a lifetime” do... Talking Heads! Sorriu.&lt;br /&gt;- Caralho, não de novo, porra! – comentou baixinho.&lt;br /&gt;- Caralho, não de novo, porra! – gritou, sem se importar.&lt;br /&gt;“A cerveja já tá fazendo efeito.” – pensou, enquanto ria, sozinha. Os outros, tantos os presentes no bar quanto os eventuais transeuntes, deveriam estar pensando “A garota é louca.”, mas e daí? O barato do prazer é o seu barato, não o dos outros. Um sábio já disse: nunca julgue um livro pela sua capa!...&lt;br /&gt; E ela ria. Iria pedir mais uma garrafa e voltar para casa. Ninguém é de ferro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-8678327660052325798?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/8678327660052325798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=8678327660052325798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/8678327660052325798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/8678327660052325798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2008/04/clube-da-leitura-1.html' title='CLUBE DA LEITURA 1'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-116023358316239969</id><published>2006-10-07T12:02:00.000-03:00</published><updated>2006-10-07T12:08:55.546-03:00</updated><title type='text'>SOBRE O DESEMPREGO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é, a esperança de Geraldo Alckmin venceu o medo tucano e haverá segundo turno. Um dos temas que deverão ser abordados, de uma forma ou outra, será o desemprego entre jovens. Alckmin alega que o mercado não tem espaço para a mão de obra disponível, enquanto Lula afirmará que criou mais empregos que qualquer governo antes dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pessoalmente, minha situação se encaixa mais na realidade do candidato do PSDB do que a do petista. Este mês, celebro um ano ausente do mercado de trabalho. Prestes a me formar, a possibilidade de lavar pratos ou começar uma carreira de balconista me assusta. Nada contra essas profissões. São tão nobres quanto a de qualquer jornalista, mas a questão é irremediável a sensação de fracasso após tanto tempo, dinheiro e esforço físico numa formação acadêmica para acabar num emprego em que só necessário ter segundo grau, às vezes. É orgulho, eu sei, mas é um sentimento que não consigo contornar.&lt;br /&gt;Os primeiros meses desempregado parecem férias. Finalmente, um tempo para nós mesmos, pensamos. Encaramos como um período de descanso até o retorno ao batente. O bicho começa a pegar quando o tempo passa além do desejado. Algo está errado... Claro que a pessoa pode nem estar tentando, mas quando este não é o caso... Mas, ainda assim, não é tão grave. Dá para contornar... e os meses se passam... passam... O sinal vermelho acende na sua cabeça e um alarme estridente toca em seu coração. Nada causa mais horror na mente do estudante universitário do que a seguinte constatação: A formatura está aí, mas o estágio não está nem aí. Nesse momento, o estágio ganha dimensões de uma Pasárgada. Quero ir para Pasárgada, onde sou estagiário do rei. Lá tenho salário e mais uma experiência para meu currículo. Desculpe a falta de ritmo, mas acho que deu para sentir o drama, não?&lt;br /&gt;Não há nada que sabote mais o esforçado ex- preguiçoso que caiu em si do que seu currículo vazio. É como uma casa mal assombrada: é vazio, é evitado por todos ( os empregadores ) e amaldiçoa seu dono permanentemente. A única forma de exorcizar esse encosto é voltando a ser uma força produtiva. Mas, como, vocês se perguntam, se ninguém tem interesse num candidato que trabalhou pela última vez há um ano?... É um círculo viciouso ( mistura de vicioso com a palavra inglesa vicious; que é, em bom português, cruel. )&lt;br /&gt;Assim como Alckmin reverteu as expectativas e obteve seu sonhado segundo turno, também acredito na realização de minha utopia pessoal. Numa sinuca de bico como essa, tudo o que resta é domar o desespero. Além do mais, ninguém mais agüenta alguém reclamando da falta de sorte. Minha namorada já está quase pedindo demissão de cargo. Não do emprego real, mas o opcional, que é ficar comigo. Até o momento, sempre segurei a onda dela. Qualquer coisa, sempre posso abrir um consultório sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-116023358316239969?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/116023358316239969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=116023358316239969' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/116023358316239969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/116023358316239969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2006/10/sobre-o-desemprego.html' title='SOBRE O DESEMPREGO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-114996962672406904</id><published>2006-06-10T16:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-10T17:00:26.733-03:00</updated><title type='text'>AS COISAS MUDARAM</title><content type='html'>Você tem um plano?&lt;br /&gt;Tem um plano para hoje?&lt;br /&gt;Ou, para variar,&lt;br /&gt;Você não sabe o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida passa,&lt;br /&gt;Os tempos e as coisas&lt;br /&gt;Mudam&lt;br /&gt;E, como uma frase batida,&lt;br /&gt;Continuo parado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À espera de um milagre,&lt;br /&gt;De um acidente,&lt;br /&gt;De alguma coisa&lt;br /&gt;Que me tire de onde estou&lt;br /&gt;Sem precisar fazer esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o plano?&lt;br /&gt;Não precisa ser para hoje à noite&lt;br /&gt;Ou semana que vem&lt;br /&gt;Tem que ser agora&lt;br /&gt;Tem que ser de você&lt;br /&gt;E ninguém mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão loucas&lt;br /&gt;Os tempos e as coisas&lt;br /&gt;Tão mudando&lt;br /&gt;E você, como uma estátua corroída, corrompida&lt;br /&gt;Pela ferrugem que se impôs&lt;br /&gt;Está parado&lt;br /&gt;Fumando&lt;br /&gt;Morrendo lentamente&lt;br /&gt;Esperando por um milagre ou a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você morra hoje, talvez não&lt;br /&gt;Não importa.&lt;br /&gt;O que importa é&lt;br /&gt;Ter um plano&lt;br /&gt;Qualquer coisa.&lt;br /&gt;Como diz um slogan famoso&lt;br /&gt;“simplesmente faça”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebre a cara&lt;br /&gt;- a vida é dura, crianças –&lt;br /&gt;A hora é agora, é sempre&lt;br /&gt;A vida passa,&lt;br /&gt;Os tempos e as coisas&lt;br /&gt;Mudam&lt;br /&gt;Então, eu pergunto de novo&lt;br /&gt;E quero que pense muito bem na resposta:&lt;br /&gt;QUAL É O PLANO?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-114996962672406904?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/114996962672406904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=114996962672406904' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/114996962672406904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/114996962672406904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2006/06/as-coisas-mudaram.html' title='AS COISAS MUDARAM'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-114983273387168901</id><published>2006-06-09T02:34:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T02:58:53.933-03:00</updated><title type='text'>RETOMANDO O FÔLEGO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa vai ser boa... &lt;em&gt;Sobrevivendo no Limite... &lt;/em&gt;volta para mais uma rodada. De preferência, um pouco menos depressiva dessa vez. Afinal, como um conhecido meu me disse hoje: "Você pode tá sem emprego, mas, na verdade, você pode fazer muita coisa maneira. Pode ir ver o pôr- do- sol..." e outras tantas baboseiras que me recuso a lembrar. Por pouco não bati nele... Enfim, menos depressivo, mas ainda prolixo. No próximo post, a razão por que decidi tirar esse espaço do vácuo onde eu mesmo o tinha posto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-114983273387168901?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/114983273387168901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=114983273387168901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/114983273387168901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/114983273387168901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2006/06/retomando-o-flego.html' title='RETOMANDO O FÔLEGO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-113242532531230616</id><published>2005-11-19T16:03:00.000-02:00</published><updated>2005-11-19T16:35:25.333-02:00</updated><title type='text'>OS HOMENS SOLITÁRIOS DE DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"A solidão me seguiu a vida toda, em todo o lugar. Eu sou o Homem Solitário de Deus." Travis Bickle ( Robert De Niro ) em "Taxi Driver".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parte 1 - Radio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez mais entendo um dos motivos que levou Travis a fazer aquilo. Se a solidão fosse um algo vivo seria uma hera venenosa: uma planta que que toma conta de tudo, se alimentado de todos os espaços limpos, puros e machucando, matando todos os que tentassem impedir sua expansão. Mas a solidão não tem forma uma visível. Não! Como ar, não podemos vê-la, mas sabemos que está lá. É o que nos mantém vivos. Não podemos ver, nem combater. Como uma doença sexualmente transmissível, dotada da mesma pervesidade, ela está dentro de nós. Em minhas veias, em minha cabeça, dando petelecos, "Pedala, Robinho." É como um diabinho no ombro que sussurra dentro do sistema de som de nosso corpo. Como o locutor de uma estação de rádio que escutamos sempre. O único problema é não conseguimos desligar. Falta o botão, onde está? O pique na audiência é quando nos vemos cercados por faces que nada significam. Rostos conhecidos, mas cuja face está ausente de marcas. Seu único significante é o vazio. São máscaras que tentam disfarçar, sem muito esforço, um aglomerado de corpos uniformes, indiferenciados. Esbarra- se nesses corpos como com uma cadeira no meio do caminho: recupera o fôlego e segue em frente. Troca- se cumprimentos, automatizam- se sorrisos. E nenhuma conexão ocorre. Nada acontece. A pessoa não passa nada e você também está resistindo ao exterior. O volume do rádio aumenta e dá- se conta de que não tocam mais músicas e chegou a vez do bloco com os locutores. O Bloco da Solidão. Está em seu Auge e Você está com todo seu Foco nele. O nome do bloco é "Acho que estou ficando psicótico". Com uma voz macia e confiante, que inebria o ambiente como fumaça, fala: &lt;em&gt;"Você não pertence a esse lugar. Essas pessoas não se importam com você. Gostam de você, conversam, mas só ligam para seus grupos e para si mesmos. Não há lugar para você aí. Você é como um taxista: pode dizer algumas observações espirituosas, provocar risos, trocar idéias, mas, no final, não resta ninguém. Todos somem. Se você se acidentar. ninguém saberá até que alguém descubra por acaso, por um comentário que ouviu de um amigo de um conhecido. Algo vindo das profundezas do opaco. Morra e daí? Ninguém quer realmente saber de você. Nem você. E, agora, "Dead Souls", com Joy Division. "&lt;/em&gt; Em meios aos gritos da canção, realimento minha falta de fé em tudo, como uma vaca, comendo o que regurgita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-113242532531230616?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/113242532531230616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=113242532531230616' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113242532531230616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113242532531230616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/11/os-homens-solitrios-de-deus.html' title='OS HOMENS SOLITÁRIOS DE DEUS'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-113061558165355928</id><published>2005-10-29T17:47:00.000-02:00</published><updated>2005-10-29T17:53:01.663-02:00</updated><title type='text'>EU SOU O LIMÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Agora há pouco, estava na janela, bebendo cola- cola, quando a mão da Providência pe puxou e me levou até os céus. A viagem foi tão rápida que pude ver linhas amarelas paralelas se formando ao lado de meu corpo e minha mão se transformara num borrão cor- de - pele pontiagudo como a espada de São Jorge. Logo, me vi suspenso no céu, senhor do horizonte. Em meio às nuvens, ao som de "There's no other way" do Blur, me conheci, vi o que poderia ter em meu poder. Tive a primeira visualização do que posso ser. "Se Deus te deu um limão, faça uma caipirinha", como diz um ditado que muito cito. Eu sou o limão, prestes a ser tornar caipirinha. E aí, a realidade se assumirá como uma grande alucinação coletiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-113061558165355928?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/113061558165355928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=113061558165355928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113061558165355928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113061558165355928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/10/eu-sou-o-limo.html' title='EU SOU O LIMÃO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-113008591051972813</id><published>2005-10-23T14:11:00.000-02:00</published><updated>2005-10-23T14:45:12.983-02:00</updated><title type='text'>EU VOTEI "NÃO"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após ter votado , fui andar na praia. Precisava ver o mar. Achava que assim, minhas idéias sossegariam e veria que tinha tomado a decisão certa. Por mais que uma parcela da população discorde, estou em paz comigo mesmo. Sentindo o vento em rosto e em meus cabelos , olhei pra o horizonte, mar adentro, em busca de uma coisa que me contradizesse ou que concordasse comigo. O mar me trouxe como resposta paz de espírito e fui para casa tranquilo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais contraditório que soe, votei "não" por ser um pacifista. Odeio armas e dizer que elas tenham uma função benéfica me parece tapar o sol com a peneira. Fiquei enojado com as campanhas para o referendo, de ambos os lados, que tratavam o público como um bando de acéfalos ( é assim que se escreve ? ). Jogadas puramente emocionais, em que nunca foi discutido como deveriam os reais motivos por trás do evento de hoje. Não lembro de ter sido amplamente divulgado que não se trata de um banimento total das armas ou quais seriam os riscos potenciais da proibição, como tráfico ilegal. Enfim, isso tudo logo será passado. Espero que não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntei, sem palavras, para o mar: edepois? O mar nada me respondeu. Mas, antes que tivesse chegado ao lugar onde parei para me consultar com o infinito, ouvi algumas conversas acidentalmente. Com a febre do momento, os cidadãos discutiam sobre seus pontos de vista, debatiam, enquanto cumprima o ritual dominical de ir à praia. Possivelmente, quando o vento atingiu meu rosto, pontos de vista e argumentações interessadas tenham vindo a mim. E, com a delicadeza de um sussuro, não percebi. Não sei se a discussão continuará, mas, se isso acontecer, aí sim, estaremos evoluindo. Dando os primeiros passos o exorcismo da demoníaca cultura do medo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou em paz hoje. Quero continuar assim. É nossa função. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero fechar com um clichê, mas, como diria um ditado, igualmente estereotipado: "uma andorinha sozinha não faz verão..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-113008591051972813?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/113008591051972813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=113008591051972813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113008591051972813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/113008591051972813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/10/eu-votei-no.html' title='EU VOTEI &quot;NÃO&quot;'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112828049197044395</id><published>2005-10-02T16:12:00.000-03:00</published><updated>2005-10-02T16:14:53.360-03:00</updated><title type='text'>PODER</title><content type='html'>O que é o poder absoluto? Não me refiro ao ser que o possui, mas à sensação. Como alguém se sabe detentora de poder absoluto? Acho que esse alguém é Paris Hilton.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112828049197044395?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112828049197044395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112828049197044395' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112828049197044395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112828049197044395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/10/poder_02.html' title='PODER'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112699390273659278</id><published>2005-09-17T18:38:00.000-03:00</published><updated>2005-09-17T18:53:17.456-03:00</updated><title type='text'>"VOGUe" (  em breve )</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;DIRETOR&lt;br /&gt;Isso, sorria. Mostre mais os dentes. Agora, mexa a cabeça, deixe os cabelos ligeiramente soltos. Isso. Agora, abra as pernas. Mais. Mais. Mais. Mais. Mais!!! Quero ver tudo! Alguém enfia a mão dentro dela para ver se já está molhada o suficiente? É pra hoje! Obrigado! E meu café, já deveria estar aqui há cerca de uma hora, quando eu pedi. Eu vou ter que subir a porra do morro para buscar o pó ou será que algum de vocês o cheirou por acidente. Cabeças vão rolar! Nada de pó ou erva para ela. Se ela se alterar ainda mais não vamos fotografar uma modela, mas uma macaca de circo! Pára de chorar. Se você borrar mais a maquiagem, vou te dar uma marca no rosto que não sai com água! Maquiagem na modelo, por favor. A música, agora. Bota alguma merda lenta, artificial. Essa não é minha função, se você não soubrer fazer a sua função, tá despedido, porra! Filha- da- puta. Quem mandou fechar as pernas? Quero ver todos os dentes! Aquilo ali é um pedaço de feijão? Alguém podia escovar a buceta da modelo- atriz- na horizontal por favor? Isso devia ter começado há horas atrás! Anda, porra! Mais, mais, mais! Ah, caralho. Cadê a porra do café e da cocaína? Oh, Gordo, pára de comer. Alguém controle aos figurantes, por favor? Viado filho- da- puta, pára de chupar pau e vem cuidar da luz! Mais uma vez e vai ter gente indo para casa mais cedo. Vão para música! Parem de olhar para mim e olhem para a luz. Tou me fodendo se seus olhos tão doendo! Tá legal, tudo pronto? Agora, vão para cima e metam tudo lá dentro! Ação!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112699390273659278?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112699390273659278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112699390273659278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112699390273659278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112699390273659278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/09/vogue-em-breve.html' title='&quot;VOGUe&quot; (  em breve )'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112681429381620167</id><published>2005-09-15T16:33:00.000-03:00</published><updated>2005-09-15T17:09:30.183-03:00</updated><title type='text'>DESARMADO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma das músicas que, a meu ver, expressa melhor a esquizofrenia do que é ser jovem e vivo nos dias de hoje é: ... "There's no other way" do Blur. Até o título já diz tudo, né? A letra em si é bem simples, fala da fome, mas falta de vontade de tomar alguma atitude para comer. Não entendeu? É a fome e a vontade de comer, mas, no meio do processo, surge uma barreira que impede a realização do banquete. Uma barreira criada por nós mesmo, em nossa cabeça. Melancolia é um nome, mas não diria que é exatamente isso. Nem se trata de depressão. É apatia. Presta a tenção: não há outra maneira, não há outra maneira, tudo o que resta é observá- los brincar.. E, no final, ele diz EU VOU BRINCAR, I'LL PLAY. Mas ele irá? Essa é a questãio que a música deixa em aberto. O cara percebe que há algo errado, mas nada fez. E mais do que a letra, ( porque, venhamos e convenhamos, não é nada genial, apenas legalzinha. ) me ligo muito no som. Para mim, o som da música traduz toda intensa agitação presa dentro de um espaço aberto. Os gritos durante a execução aumentam essa impressão. "There's no other way, AHHHHHHHHHH, AHHHHHHHHH, AHHHHHHHHHH !!!!!!!! " A grande questão é como fugir da prisão que o conforto e a falta de ideologias escancaradas nos colocou e começar a brincar mesmo, deixar de gritar e realmente "play"- nos? Essa é a pergunta que apresento em quase todo post que escrevo e que simboliza o que é "sobreviver no limite" do potencial desconhecido.É por isso que sou a favor do desarmamento. Não o que vai ser motivo de plebiscito ( pessoalmente, sou contra, mas isso falo em outra hora e/ ou lugar ), mas o desarmamento sical, tirar essa máscara, nos livrar dessa fantasia que nos estrangula, que usamos apemas pelo conforto alheio. O inferno são os outros? Pois os outros que vão para o inferno! Eu quero brincar, tirar onda sem parar e sem medo do ridículo. ( É, tiara onda não é só apenas uma manifestação de prisão social. Pode ser a maior ironia contra esse sistema nefasto ). Estou desarmado, pronto para pagar mico e sair rindo. A hora chegou para gritar que "o sistema já morreu, antes ele do que eu." Temos que nos livrar desse fantasma de que precisamos obrigatoriamente de uma causa ou uma razão para existir. Se você tem, melhor para todo mundo. Se não tem, e daí? Ninguém está nos julgando além de nós mesmos. Estou desamarado contra as pretensas preciosas obrigações, por que não há razão para temê- las. Suas balas são de festim, machucam, mas só irritam no final das contas. Sua vida é sua escolha. Não estou defendendo o egoísmo absoluto, mas o fato de que se você está vivo, sobrevivendo a corrupção, a crueldade e a idiotice alheia, é porque há um motivo para você estar. E já que tem, tire onda!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112681429381620167?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112681429381620167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112681429381620167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112681429381620167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112681429381620167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/09/desarmado.html' title='DESARMADO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112658988429601118</id><published>2005-09-13T02:34:00.000-03:00</published><updated>2005-09-13T02:38:04.300-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;às vezes, tudo que é preciso &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;é uma gota &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;para agitar o oceano e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;criar &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;uma tsunami.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112658988429601118?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112658988429601118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112658988429601118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112658988429601118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112658988429601118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/09/s-vezes-tudo-que-preciso-uma-gota-para.html' title=''/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112524162390339077</id><published>2005-08-28T11:07:00.000-03:00</published><updated>2005-08-28T12:14:32.493-03:00</updated><title type='text'>LIKE HUMANS DO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não entendo nada de computadores. Para ter uma idéia, tava aqui escrevendo esse posto amarradão quando apertei sei lá qual tecla e apaguei tudo. Em outras palavras, o que você está lendo é uma cópia mental de uma original virtual, em outra palavras, um novo produto, de aura específica, mesmo que baseada em um elemente anteriormente existente no terreno das idéias. Ou seja, talvez o texto não venha ser, mas esse é um parágrafo hipermoderno. Devo estar escrevendo merda querendo impressionar, sem noção do que está afirmando. Tudo bem, isso é normal. É humano.&lt;br /&gt;Vou admitir, entendo alguma coisa. Menos que o básico necessário, mas algo. Sei que meu computador é um modelo jurássico e que meu processador tem o tempo de resposta da velha surda. Como isso está longe de ser o suficiente, estou tentando ficar mais íntimo do meu computador. O Word, por exemplo, minha pretensa ferramenta de trabalho; descobri alguns truquezinhos simples e maneiros, que desconhecia. Só queria saber como fazer com que ele faça o que eu quero, não apenas curiosidades ( pelo menos no momento ). Como, por exemplo, como formatar um texto copiado. Isso seria maneiro e útil.&lt;br /&gt;Tenho vinte e dois anos e estou longe de sair de casa. Para isso acontecer, tenho que me tornar safo nas coisas práticas da vida, mas isso dá tanto trabalho. Tenho preguiça e medo. Sentimentos pu ( t ) ramente humanos. Mas como disse, a ordem do dia é ser prático. Daí, estou tentando me entender aquilo que pode ser considerado um elemento vital para os aqueles que se encaixam no seguinte perfil: jovem, sem muita idéia do que quer na vida e seu principal meio de manter contato com seres humanos é o messenger. Logo o que é absolutamente neessário para o que o nosso ermitão pós- grunge, geração neo- oitentista ( boa iéiía para um novo post ) precisa para manter sua suposta sanidade?Música! Ele/ eu preciso/ a escutar música diretamente no computador, de modo que não tenha que levantar toda porra de vez para trocar um cd no som.&lt;br /&gt;( Depois dessa revelação bombástica, vão me chamar de retardado. Mas tudo bem. É normal fazer graça daquilo que é considerado incompreensível, inaceitável para os padrões sociais e/ ou pessoais. Ao invés de tentar entender a razão desse fator, o rejeitamos, ao mesmo tempo que o aceitamos inserindo em nossas consideração verbais/ papo de bar. Por isso que antropologia não é uma matéria popular. O típico medo do humano perante o desconhecido; em outras palavras, a morte ( porra, que clichezão, maluco ). &lt;em&gt;Tirando onda, mais um vez, like humans do. )&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Logo, estou descobrir onde, como, porque baixar músicas, dentro de um parâmetro aceitável. Caso contrário, vai ser insuportável ficar sentado em frente a essa porcaria por horas. Com minha capacidade limitadaorcismo às asvessas de atenção, os pensamentos que despejo nesse espaço como um despacho podem começar a invadir a minha mente com uma força sinistra, negativa. Como um exorcismo à avessas. A agonia por não estar fazendo nada considerado importante ou produtivo vai me invadire me sugfocar, impedindo qualquer demonstraçaõ de força de minha parte em mudar. Como, por exemplo, em aprender a baixar as músicas. Não se se notaram, mas a vida ( vou cunhar um bordão ) é como uma bola de neve: Quanto mais veloz e grande fica, maior é o baque quando bate. Mas é tão comum sentir- se agoniado, sonhar com grandes feitos, lutar e ser abatido, refletir e querer ouvir uma voz irmã concordando contigo quanto registrar suas impressões, ppara ( pelo menos, comigo, mebora seja outro clichê ) largar à História uma prova de sua existênci,a sua pessoal cápsula do tempo. Batendo, rebolando e quebrando comos os seres humanos fazem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112524162390339077?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112524162390339077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112524162390339077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112524162390339077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112524162390339077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/08/like-humans-do.html' title='LIKE HUMANS DO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112482581023934564</id><published>2005-08-23T15:55:00.000-03:00</published><updated>2005-08-23T16:38:33.066-03:00</updated><title type='text'>PIRIPAQUE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Eu não sei."&lt;br /&gt;É uma afirmação honesta. Idiota, porém honesta. Meu amigo Omar a diz o tempo inteiro. Evitamos falar o indisfarçável com medo de parecermos fracos. Mas hoje tou numa de "foda- se". Claro que o fato de ninguém ler esse blogue me ajuda a tomar coragem. Sócrates, Omar Salomão e Eu gritamos, em coro: "Eu não sei!!!" E, em oposição a um ditado popular, ignorância é uma merda. Me preocupo porque estou me aproximando de mais um momento de virada na minha vida. Dentro de um ano, me formo e não terei mais como me esconder. A vida confortável de estudante filhinho- de- papai está segurando a respiração, pois o inevitável acena do outro lado da rua. O prazo de validade da moleza tá terminando, mané. Logo, você vai estar tão desesperado atrás de um emprego que essa frescura de "o que quero com minha vida" vai embora rapidinho. Vai ser foda!&lt;br /&gt;"Eu não sei!"&lt;br /&gt;Entretanto, ainda tenho um ano... 365 dias e 6 horas para me decidir sobre o que pretendo fazer e começar a trabalhar nisso. Parece muito, mas quando você percebe que não conseguiu chegar a uma resposta razoável num período de 365 dias x 22 ( não vou fazer essa conta, fala sério. ), começa a pensar com alguma seriedade ( ou dramaticidade ) no assunto. O tempo está passando. Sei pelo som do tique- taque do relógio e pela arma encostada na têmpora da minha testa. O que quero fazer?&lt;br /&gt;"Eu não sei!"&lt;br /&gt;Ser um jornalista, cineasta, atendente de telefone, ... No curso de Comunicação Social, essa é a pergunta mais popular entre os estudantes. Costumo brincar que é um celeiro para os indecisos. Ao contrário de meus colegas, no entanto, eu tinha uma idéia do que queria fazer. Mas, de uns tempos para cá, estou repensando. Comprometer- se com um ofício é o casamento mais sério de todos. Afinal, o coração sempre está aberto para o amor, mas o mercado ( bata na madeira ), geralmente, é uma puta rancorosa que não dá segunda chance. A não ser que você tenha os meios para tirar banca de "estudante profissional", o que não é meu caso. Por isso, "o que eu quero fazer?" torna- se uma pergunta séria e estarrecedora, devido a sua conotação de vida ou morte profissional. Nossa sociedade não permite fracassos. E o homem, com raras exceções, não vive fora da sociedade. É um silogismo cruel. Como não quero me tornar um comunista de botequim ou movimento de bravata, tenho que não apenas encontrar uma solução para meu dilema, como pôr minhas intenções em prática. Enquanto nada decido, a noite chega, deixo a decisão para amanhã e aumento a pressão. O que quero fazer?&lt;br /&gt;"Eu não sei!"&lt;br /&gt;Talvez a forma de acabar com isso seja responder com certeza e clareza uma outra pergunta relacionada. O que eu posso fazer?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, NA PRÓXIMA SEMANA, NÃO PERCA MAIS UM "PIRIPAQUE", COM A MAIOR DE TODAS AS QUESTÕES HUMANAS:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;QUEM VEIO PRIMEIRO, O OVO OU A GALINHA?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112482581023934564?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112482581023934564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112482581023934564' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112482581023934564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112482581023934564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/08/piripaque.html' title='PIRIPAQUE'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112404547462810339</id><published>2005-08-14T15:48:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T15:51:14.630-03:00</updated><title type='text'>ALIÁS, UM AVISO TRISTE</title><content type='html'>Francisco Milani, que fazia o Seu Saraiva, uma dos únicos quadros engraçados no "Zorra Total", morreu. Vai deixar saudades. Quem sabe, quando tiver tempo, não faça uma homenagem apropriada a esse ator que tantas contribuições nos deixou? Além do Seu Saraiva, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112404547462810339?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112404547462810339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112404547462810339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112404547462810339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112404547462810339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/08/alis-um-aviso-triste.html' title='ALIÁS, UM AVISO TRISTE'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112404530491598080</id><published>2005-08-14T15:45:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T15:48:24.923-03:00</updated><title type='text'>DETERMINAÇÃO DA DIREÇÃO</title><content type='html'>Agora, não completarei mais posts abandonados.  O que tiver ficado no meio do caminho, ficará. Quem vive de passado é museu! Agora é tolerância zero ( que é, praticamente, o tempo queando dispondo para atualizar tudo isso ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112404530491598080?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112404530491598080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112404530491598080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112404530491598080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112404530491598080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/08/determinao-da-direo.html' title='DETERMINAÇÃO DA DIREÇÃO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112245417396028262</id><published>2005-07-27T05:48:00.000-03:00</published><updated>2005-07-27T05:59:14.580-03:00</updated><title type='text'>CARRÉ À MINEIRA PARA DOIS</title><content type='html'>Essa é uma história sobre culpa e redenção, como a maioria. E, por isso, comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112245417396028262?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112245417396028262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112245417396028262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112245417396028262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112245417396028262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/07/carr-mineira-para-dois.html' title='CARRÉ À MINEIRA PARA DOIS'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112157778272126453</id><published>2005-07-17T02:13:00.000-03:00</published><updated>2005-07-17T02:35:46.163-03:00</updated><title type='text'>PÓS- ESCRITO A "SÓCRATES TALVEZ ESTIVESSE CERTO"</title><content type='html'>Essa aqui é de graça, apenas para comemorar a chegada do domingo. Também, por que estava ficando inquieto: será que o texto anterior funcionou, porque estou incerto quanto a isso. Quem sabe não engane alguns por aí? Eu próprio não sei o que pensar. E isso não necessariamente é uma boa coisa. Será que um texto precisa fazer sentido para ser bom? Ou ele precisa ser bom para ter um sentido. Tá legal, agora estou viajando. Mas é por isso que gosto tanto de escrever nesse meio. Tenho total liberdade de experimentar e dizer bobagens, sem o comprometimento que o papel traz. Ainda vou fazer um texto sobre o assunto. Enquanto isso, bom resto de semana para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112157778272126453?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112157778272126453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112157778272126453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112157778272126453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112157778272126453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/07/ps-escrito-scrates-talvez-estivesse.html' title='PÓS- ESCRITO A &quot;SÓCRATES TALVEZ ESTIVESSE CERTO&quot;'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112150300843264092</id><published>2005-07-16T03:40:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T05:36:49.630-03:00</updated><title type='text'>SÓCRATES TALVEZ ESTIVESSE CERTO</title><content type='html'>Temos poucas certezas na minha vida. O pior de tudo é nenhuma delas é absoluta, cortesia dessa faca de dois gumes que chamamos "interpretação". Nem mesmo candidatas fortes como as fatais ( "A morte é inevitável" ) ou infames ( "Á única certeza é que nada é certo." ) conseguem resistir a uma argumentação bem pensada ou a simples teimosia de um dos lados. Você pode convencer alguém a sentir fome se for um hipnotizador. A meu ver, é a pessoa que determina para si o que pode considerar como certo. Isso, claro, descartando o hipnotizador. Vou dar um exemplo: meus amigos acham que demoro muito a entrar no assunto, que enrolo ao invés de falar logo o que quero. Eu discordo. Construo uma elaborada introdução, uma "ambientação intelectual", se preferir. Dessa forma, meu interlocutor poderá entender de onde veio minha idéia, quais os elementos que guiaram até chegar ao principal, o motivo pelo qual começamos a conversa, o que pretendo transmitir e, com sorte, provar que é válido. Ou seja, não apenas valorizando, como auxiliando minha argumentação quando estiver defendendo meu ponto de vista. É como quando você aborda alguém por quem você sente atraído. Imagine o que aconteceria se você chegasse com uma frase de efeito como: "Aí, tenho camisinha. Tá a fim?" É óbvio que vai dar errado. Você começa puxando papo, procurando elementos em comum e outros que podem ser usados para causar uma impressão atraente no seu objeto de desejo. E se você não é o Tom Cruise, que diz "Oi" e consegue até vaga para estacionar, isso é muito importante. Para alguns, todo esse jogo é desperdício de tempo, mas para outros, não só indispensável como prazeroso. "Jogo de sedução", como chamam. Que também podem ser chamados de "preliminares verbais", mas essa é outra história. Sei que fui prolixo agora, mas quis registrar esse pensamento. O problema em montrar uma boa introdução a argumentação é justamente a facilidade em perder o foco. Esse é um perigo constante, que te persegue principalmente durante a argumentação em si até a conclusão. Pior é quando a pessoa nem percebe que está se alongando além do necessário. Uma boa introdução deve apontar os pontos de vistas que levaram a idéia principal, a razão da argumentação. Quanto mais divergentes forem, melhor. Desde, claro que tenham elementos em comum que possam ser costurados no tópico da discussão. Caso você resolva elaborar outros pontos ligados às fontes de sua idéia, você pode estar entrando num mato sem cachorro. Isso tudo é importantíssimo na hora de convencer o outro a compreender e aderir a sua idéia principal. Em outras palavras, a sua certeza pessoal. Tornar sua certeza pública, de modo que ela deixe de ser algo puramente individual, como uma alucinação, para um delírio em massa, é o melhor modo para fazer sua idéia prevalecer. Nossa História é cheia de exemplos de que isso funciona. Quanto mais pessoas convencemos, menos sozinhos nos sentimos. Menos sozinhos, mais apoio temos. Quanto mais apoio e certeza temos, mais completos nos sentimos. E menos medo temos por não termos certeza de nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112150300843264092?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112150300843264092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112150300843264092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112150300843264092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112150300843264092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/07/scrates-talvez-estivesse-certo.html' title='SÓCRATES TALVEZ ESTIVESSE CERTO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-112054887764015054</id><published>2005-07-05T04:08:00.000-03:00</published><updated>2005-07-05T04:34:37.853-03:00</updated><title type='text'>SÓ FALTA UMA COISA</title><content type='html'>É um texto pequeno. Se fosse definir, uma nota de rodapé do que deveria ser esse blogue. Quando comecei esse espaço, deveria lançar observações com uma periodicidade religiosa. Por um série de fatores, não foi possível e peço desculpas aos leitores que acreditaram nisso. Não fui mal intencionado, mas negligente. É um mal que me aflige e tento combater. Esse é primeiro passo. Pequeno, como esse texto, mas, se tudo correr como espero, um novo início. Todos temos nossa cota de pecados e mantemos nossas esperanças naquele glorioso dia seguinte, em que poderão ser lavados de nossas almas e apagados da memórias alheias. No entanto, esse "dia seguinte" é uma faca de dois gumes, pois podemos nos dar ao luxo de adiar nossos objetivos, porque, "sempre temos uma nova chance". O "dia seguinte" é o pior dos vícios, um anestésico para o crescimento pessoal. Mas, como disse, pode ser um estimulante, quando não usado como desculpa. Basta darmos um chute na preguiça e pronto. Um novo homem vai nascer. Esse texto é pequeno, porque não passa de uma confissão sussurada, aparentemente sem importância, mas que pode indicar toda uma nova história. O que quero dizer nessas linhas é que errei e espero ser perdoado. Não pelos outros, eles não importam. Mas por mim, consciente durante esse coma confortável. Chega de ser assombrado por fantasmas que invoquei. "Eu fiz isso isso e aquilo há 10000 anos atrás", nada disso importa. Somos julgados hoje por nossas atitudes isoladas e amanhã pelo conjunto da obra. Quando o dia do julgamento final chegar e não houver mais um dia seguinte, o que você dirá quando perguntarem o que você fez com sua vida? O que eu fiz? Um blogue é um espaço pessoal de experimentação e, por esse motivo, agora começarei minha redenção. Estamos todos sendo vigiados e, quando chegar a minha vez, que é breve, quero dizer algo mais do que "eu tentei". Ninguém tenta sem levar um ou vários tapas na cara. Era para ser um texto pequeno, mas quando a mágoa é grande, o desabafo se extende. E pensar que a idéia para isso surgiu de um comentário infame feito na saída do trabalho. Encontrei o cara com que trabalho e disse: "Se o Pink Floyd voltou em sua formação original, tudo é possível." Acredito nisso. Mas, para ser verdade, só falta uma coisa. E é nosso papel preencher esse vazio. A noite me deixa muito melancólico. Sinto como se estivessse realmente sobrevivendo no limite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-112054887764015054?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/112054887764015054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=112054887764015054' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112054887764015054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/112054887764015054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/07/s-falta-uma-coisa.html' title='SÓ FALTA UMA COISA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111895083481441680</id><published>2005-06-16T16:36:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T16:40:34.823-03:00</updated><title type='text'>TEASER</title><content type='html'>Ainda estou vivo e, acreditem, esse blog também. Esperem, doces crianças. ( Peraí, vou mudar isso que ficou muito Michael Jackson ). Aguardem. Quem viver, verá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111895083481441680?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111895083481441680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111895083481441680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111895083481441680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111895083481441680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/06/teaser.html' title='TEASER'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111674559615077204</id><published>2005-05-22T04:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T04:06:36.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ESSE É MEU ESPAÇO DE EXPERIMENTAÇÃO. SE ALGUÉM ALÉM DE MIM RECLAMAR, QUE SE FODA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111674559615077204?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111674559615077204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111674559615077204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674559615077204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674559615077204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/05/esse-meu-espao-de-experimentao.html' title=''/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111674525884169312</id><published>2005-05-22T03:38:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T04:00:58.846-03:00</updated><title type='text'>DANIEL RED DIZ</title><content type='html'>VERMELHO é cor da paixão. VERMELHO é guerra. O amor, maior de todos os sentimentos primitivos, o que cala a razão, é pintado de VERMELHO. O sangue que flue, jorra,  escorre e pulsa dentro de minhas veias é VERMELHO. Áries é o signo VERMELHO. A  bem- sucedida  transformação é simbolizada pelo dragão VERMELHO: do homem para um ser superior. Este é o ano em que vivemos em guerra, em busca de metamorfose, do amor, dominados por nossas emoções, em que sangue se espalha e domina nossa visão. Visão VERMELHA. Todos somos homens apaixonados. Não conheci uma pessoa que não as externasse. Assim como nunca vi um ser que não está em guerra consigo ou com os outros. É como a imagem do cogumelo da bomba atômica em fotografia VERMELHA. Estamos lambuzados e vomitando VERMELHO, arrancando nossa pele VERMELHA, mostrando nosso interior VERMELHO- sangue. Deus e o diabo são VERMELHOS. São todos lados complemenantares, cores complementares que chegam a um único resultado: TUDO É VERMELHO. Batidas leves e seqüenciais na bateria e uma no prato e pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111674525884169312?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111674525884169312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111674525884169312' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674525884169312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674525884169312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/05/daniel-red-diz.html' title='DANIEL RED DIZ'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111674384963194850</id><published>2005-05-22T03:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T03:37:29.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Até aos 27, encontrarei a redenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111674384963194850?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111674384963194850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111674384963194850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674384963194850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674384963194850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/05/at-aos-27-encontrarei-redeno.html' title=''/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111674361630121968</id><published>2005-05-22T03:22:00.000-03:00</published><updated>2005-05-22T03:33:36.306-03:00</updated><title type='text'>PRÉVIA</title><content type='html'>"Quanto mais eu tento raciocinar o mundo, mais confuso fico. Frase feita, eu sei, mas não estou a fim de ser criativo. Deixo isso para os que têm talento ou aqueles que fazem do exércicio intelectual uma eterna busca pela estética e conseqüente glorificação. Agora, não estou nada a fim ser criativo. As proclamadas pessoas criativas são alguns seres mais limitados e perigosos que existem. Enganam a todos e tão bem que também se fazem de bobos no processo. Neste momento, quero escrever o que me vier a cabeça, pouco me fodendo para coerência. ( ...) Dei um intervalo no texto para assistir TV. Sou um escravo da telinha, o espelho mágico. Espelho mágico: nele, vemos o que gostaríamos de ser. O que eu gostaria de ser? Eu queria ser famoso e dominar o mundo. Queria ser arrogante e cuspir ignorância como intelectualidade. Queria ser EU num portal paralelo. Para citar a frase de um dos melhores livros que li nos últimos tempos: "Eu quero comer sua mulher!" Eu quero que você morra. Morrer é uma boa opção. Renascer em meio às estrelas como feto galáctico também! Esse é o estilo que usarei em meu novo livro. Tudo foi só um teste. Por favor, retornem aos seus lugares e ignorem tudo! Foi só um pesadelo. O telefone está tocando."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111674361630121968?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111674361630121968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111674361630121968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674361630121968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111674361630121968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/05/prvia.html' title='PRÉVIA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-111188883970258659</id><published>2005-03-26T22:56:00.000-03:00</published><updated>2005-03-26T23:01:56.603-03:00</updated><title type='text'>CRIMES DE REDENÇÃO</title><content type='html'>Outro dia, vi um pequeno filme impressionante. "Crimes de Paixão" ( EUA, 1984 ), dirigido por Ken Russell, com certeza é um clássico cult esperando para acontecer. ( continua )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-111188883970258659?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/111188883970258659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=111188883970258659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111188883970258659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/111188883970258659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/03/crimes-de-redeno.html' title='CRIMES DE REDENÇÃO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110693753628430765</id><published>2005-01-28T16:32:00.000-02:00</published><updated>2005-03-25T23:36:40.386-03:00</updated><title type='text'>RESSURREIÇÃO</title><content type='html'>Todo dia, me surpreendo com a capacidade e dedicação que as pessoas têm em causar dor. Seja em outras ou em si mesmas, minha impressão é temos um dispositivo desconhecido, programado para tomar decisões das quais vamos nos arrepender mais tarde. Várias vezes. Apesar de já ter uma idéia dos efeitos que repercutirão, ainda assim, optamos pelo caminho errado. Cabeça dura, fraqueza, emoções mais fortes do que a razão; tantas razões para o fracasso. E, ao mesmo tempo, tantas desculpas. Tentar botar a culpa em algum elemento incontrolável não nos livra do fato de que, no final das contas, fomos nós os agentes diretos do ato que nos transformou em vítimas. O fato é que errar constantemente é nos dá a certeza de que somos humanos. É com o sofrimento que percebemos nossa vulnerabilidade. E, assim, nos preparamos para a morte. Quanto mais dor acumulamos, a morte perde seu atmosfera cruel e injusta. Morrer se torna um final inevitável. A conseqüência para uma série de acontecimentos que não foram como imaginávamos. Pode soar sombrio, mas não é tanto. Quando menciono "acontecimentos que não foram como imaginávamos", também me refiro a coisas boas. Cada vez mais, acredito que a vida nada mais é que a acumulação de acidentes sobre os quais não temos controle. A maioria das pessoas não gosta de acreditar nisso. Eu próprio gosto de pensar que tenho controle sobre minha vida, o que, no fundo, sei tratar de uma mentira deslavada. Será, então, a revolta por saber somos folhas ao vento que nos faz provocar acontecimentos cujos eventos já sabemos como prosseguirão? Ou será que o desejo de não temer mais a morte nos faz cair num espiral de culpa e violências? Nesse caso, o tal dispositivo não seria autodestrutivo, mas um mecanismo de preservação. Ao mesmo tempo, como uma droga sintética, nos dá a ilusão artística de podemos criar uma realidade. A única forma que teríamos de nos preparar e a outros para o inevitável, também seria uma forma de auto- afirmação. A dor é como uma droga: terapêutica, enganadora, incrivelmente disseminada, viciante e fora de controle. A dor não seria um mal, mas até uma necessidade. Isso me faz lembrar uma história sobre Alexandre, o Grande: um dia, ele olhou para seu reino e chorou, pois não havia mais nada para conquistar. Qual é razão para estar vivo quando todos os seus objetivos se cumpriram? Chorar se torna uma redenção. Ele provou que ainda estava vivo.&lt;br /&gt;Pensando sobre a dor, temos que mencionar sobre o depois. Quando a dor se passa, o que ocorre? Hoje é Páscoa. Dia da ressurreição de Cristo. A trajetória de Cristo até a Páscoa é um exemplo perfeito. Durante sua existência, Cristo sofreu. O sofrimento foi explicitado no caminho até a crucificação. O filme do Mel Gibson, com suas cores fortes e sádicas, mostra a exteriorização da dor que tomou a vida de Cristo. Finalmente, na cruz, o homem que se diz o filho de Deus sente- se mais homem do que nunca, pois sente- se abandonado e machucado. Fisica e espiritualmente. Três dias depois, ele ressuscita: mais forte, transformado e vencedor. Essa história é pode ser simbolizada na fala de Nietzche: "O que não nos mata, nos fortalece." Não é estranho ver o anti- cristão filósofo alemão e o Salvador serem coincidentes num determinado ponto. A dor é nos faz perder o medo e sua propagação nos faz sentir menos impotentes. O pós- dor, por sua vez, nos dá mais força para seguir em frente. As cicatrizes nos estimulam a vencer. A rir da cara da morte, como se gritássemos para ela: "Pelo menos, algo eu consegui! Nossas feridas nos deixam determinados. Já tivemos uma pequena mostra da morte, mas continuamos aqui. Se continuamos, é porque somos fortes o suficiente para tentar outra vez. E ser ousados. Já experimentei, agüentei e, agora, me aguardem, pois estou mais preparado do que na última vez." A imagem que me vem à mente, é como se estivesse no fundo do mar ou de um lago, nadando até a superfície, quase sem fôlego, achando que vou morrer. Finalmente chego a superfície e respiro longamente. A pergunta que fazemos após o retorno é: "E agora? O que vamos fazer?" Pode ser agoniante, mas, enquanto tivermos a capacidade de sentir, saberemos que nosso trabalho ainda não está pronto e que temos uma razão para continuar. Mesmo que você tenha conquistado todo o mundo conhecido. Você não está morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110693753628430765?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110693753628430765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110693753628430765' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110693753628430765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110693753628430765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/01/ressurreio.html' title='RESSURREIÇÃO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110505379769111138</id><published>2005-01-06T20:17:00.000-02:00</published><updated>2005-01-06T21:37:05.293-02:00</updated><title type='text'>À BEIRA DO INFERNO DO CONFORMISMO ARTÍSTICO</title><content type='html'>Como a pessoa metida a intelectual que sou, tento me manter atualizado quanto às mais recentes manifestações artísticas. Claro que não atinjo meu objetivo como gostaria, mas faço o que posso e o que faço já tá de bom de tamanho. Espero! Enfim, de uns tempos para cá, tenho me questionado bastante sobre como a cultura está sendo encarada. Especialmente pelos jovens, que são, ou deveriam ser, aqueles que trazem algo de novo, que ousam e que procuraram refletir sobre a cultura vigente e a do passado e sua relevância no momento. Pelo o que pude observar, teoricamente, essa definição ainda é verdadeira. Há vários eventos de cultura "jovem" e "cabeça" pela cidade, mesmo que, devido à péssima divulgação da maioria desses eventos, nem todos tomem conhecimento. Entretanto, existem dois ditados velhos feito minha falecida avó e atuais como nascimente e morte: "quantidade não é sinônimo de qualidade" e "de boas intenções, o inferno estão cheio". Assim, na minha opinião, o cenário cultural está à beira da danação eterna. Cada vez mais, jovens artistas estão surgindo e promovendo suas manifestações. Isso seria ótimo, se não alguns detalhes importantes não estivessem sendo esquecidos: qual é a função dessa cultura nova que está sendo feita? Quem são os artistas de hoje? Qual é a proposta real? As perguntas que me faço são as seguintes: Estamos fazendo cultura ( uma manifestação relevante e que desafia os receptadores, que faz pensar sobre o que emitido ) ou "arte" ( A grande arte, inacessível para os receptores por sua natureza, tão superior, tão suprema, que sua simples existência é o motivo de sua importância. )? As novas manifestações artísticas são reciclagens mal- feitas ou apologias disfarçadas ao ego de seu criador ou ambos? Há uma preocupação em discutir a contemporaniedade e buscas novas formas ou apenas em agradar meia dúzia de "cabeças falantes" ( os intelectuais à la "Seinfeld", que falam, falam e não dizem nada )? A quem a cultura deve falar: às "cabeças falantes", a Bárbara Heliodora ou ao público? Eu poderia até entrar na velha discussão sobre se a razão está com a crítica ou com o público, mas não é o enfoque aqui. As perguntas que me faço surgiram após ter experiências literárias com autores do início desse século. Praticamente nenhum deles inovou ou mesmo procurou experimentar. Isso já era ruim. O pior é que esse conformismo artístico já está sendo defendido tanto de maneira consciente quanto inconsciente. Há desde autores que lançam trabalhos bons, mas que podem ser encaixados como "mais do mesmo"; àqueles que acham que estão inovando quando apenas repetindo formas consagradas. Nunca tiveram tantos filhotes de Charles Bukowsky e Waly Salomão, na literatura, como no presente momento. No teatro, o fato das peças em cartaz serem de autores "clássicos" ou de contemporâneos que não se distinguem um dos outros, é a prova de que o conformismo não está restrito à literatura. Ainda no teatro, a velha idéia de peça popular, como apenas distração, e de peça intelectual, como algo para chocar pelo prazer de chocar, ainda é vigente. O cinema vai pela mesma linha. Isso já funciona como um baita inibidor para os receptores procurarem algo "fora da rotina". O problema é que também barra o surgimento de novas vozes. O que é curioso ver é que, aqueles que se repetem, se vêem como inovadores. Acreditam tanto nisso que fecham os olhos para outros tipos de manifestações. Acham que sua definição está correta a tal ponto que, o que eles julgam inferior, é descartado. Dizer que a cultura, ao invés de disponibilizada, está sendo manipulada por grupos, não é nenhum absurdo. A verdadeira definição de arte é , a meu ver, o que aqui chamo de cultura: procurar desafiar seu receptor. O que estou vendo é "arte": exibições de pseudo- intelectualidade, cuja proposta real é fazer seu receptor engolir tudo goela abaixo, sem demonstrar qualquer oposição, como crianças tomando um remédio de gosto ruim forçados pela mãe. A verdadeira cultura deve provocar oposição. Deve chocar, mas não pelo choque. O sentido da manifestação, por mais estranho que pareça aos olhos do receptor, deve fazer algum sentido, ter uma proposta coerente consigo mesma. Voltando à metáfora do medicamento, deve ser um remédio que as crianças nem perceberam que tomaram. Vamos tomar vergonha na cara! Vamos botar o ego pendurado no armário um pouquinho e olhar para os trabalhos, tanto emissores quanto receptores. Vamos verificar se nossas obras têm realmente uma razão para existir e não ser aceitar qualquer coisa que assistimos sem pensar bastante sobre ela. Tá na hora de percebermos que "cabeça" não significa "dar cabeçada". Há muita hipocrisia e pouca honestidade. A figura romântica do artista está tão corrompida que os autores "mais do mesmo" se transformaram em mártires. Pensando melhor, essa discussão também é tão velha quanto os ditados que citei acima! Entretanto, independente da idade, acho que é a mais importante e a menos discutida de todas. Resumindo: afinal, o que é arte?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110505379769111138?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110505379769111138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110505379769111138' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110505379769111138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110505379769111138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2005/01/beira-do-inferno-do-conformismo.html' title='À BEIRA DO INFERNO DO CONFORMISMO ARTÍSTICO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110453392649506044</id><published>2004-12-31T19:59:00.000-02:00</published><updated>2004-12-31T20:58:46.496-02:00</updated><title type='text'>UMA RESTROSPECTIVA INTIMISTA DE 2004 E ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ANO- NOVO</title><content type='html'>No último dia do ano, nada mais normal do pensarmos sobre o período que está prestes a se tornar história. Nossos atos e atitudes. O que aconteceu? Será que foi uma boa ou deveria ter sido evitado? Que pessoa eu fui nesse ano? O que deve ser mudado? Não é necessário fazer um auto- questionamento filósofico. As infames promessas de ano novo estão para provar para todos que o passado nos assombra mais quando precisamos encarar uma nova realidade. O futuro que se torna presente, sem estarmos preparados. A madrugada do dia 31 de dezembro e o 1 de janeiro é, ao mesmo tempo, um culto pagão e uma sessão de exorcismo. No limbo entre o primeiro e o último dia, nos embriagamos, aproveitamos ao máximo, pois ninguém vai nos julgar. Deus não consegue ver com os fogos de artfício no ar. Com o excesso, simbolicamente superamos nossas falhas passadas. No dia seguinte, na ressaca, no vômito, nos purificamos do ano passado e estamos prontos para encarar o novo e misterioso ano. O dia primeiro de janeiro é a páscoa dos humanos, o feriado do renascimento. O que eu posso dizer sobre o ano que passou, antes de invocar e me livrar de todos os demônios? Não vou falar sobre o ano que passou. Já disse demais, inclusive nesse espaço. Também não desejo falar sobre as tragédias que assolaram o mundo nessa última semana. O texto é melancólico, não depressivo. Há toda uma diferença. Prefiro falar sobre o meu ano. Meus atos e atitudes. Meus acontecimentos particulares. Se me acusarem de umbiguismo, é válido. Mas, voltando ao assunto, 2004 foi um ano intenso para mim. Mais do que os anteriores. Muitas vitórias e algumas derrotas severas, principalmente em família. Mas o acontecimento mais marcante foi mesmo o fim do meu namoro. Para a infelicidade de meus amigos e colegas, fiz questão de ficar mexendo nessa ferida por meses. O impacto que teve em mim foi surpreeendente. Até hoje, sinto os efeitos. Entretanto, algo que ninguém entende ( às vezes, nem eu ) é a razão de minha dor e raiva. Perdi uma grande amiga esse ano. Uma pessoa em que confiava e cuja companhia me agradava foi embora, e eu não pude fazer nada para evitar. Apesar de algumas conversas, nunca as coisas serão como antes. Mesmo que a amizade retorne, o que deve levar um tempo considerável, não será como antes. Não foi apenas a pessoa física que se afastou, mas a simbólica também. A garota que eu via morreu e outra surgiu em seu lugar. Honestamente, não sei como manter qualquer relação com a Outra. A Outra é uma cópia fantasma. Eu sei, pois ela apareceu quando eu "matei" a garota que se apaixonou por mim e depois seguiu com sua vida. Foi o despertar violento de um sono profundo e gostoso. Acordar, apesar de traumatizante, sempre é bom. Quando o sonho acabou, vi todo um mundo que ignorava ao meu redor. Descobri novas leituras, textos que ajudam a entender o mundo em que vivemos. Conheci o movimento dos estudantes de comunicação social, que me fascina. Me envolvei com pessoas interessantíssimas e divertidas, como o psicólogo- fã- do- Kiss- e- de- zumbis Fernando, os entusiastas Camel e Victor, a doce prostituta Marcela, a jovem artista Nathália, as doidas Cíntia, Artista, Joana e Viviane, os arrogantes e humildes Omar e Moscão, o talentoso e amigo de fé Faustini, e, em especial, minha "irmã" Verônica. Eu não tenho palavras para te agradecer, Pimentinha. E nada me deixa mais contente do que saber que há uma pessoa parecida comigo no mundo, que me compreende e sempre está por perto quando preciso de uma mão. Eu trocaria o que temos por todos os relacionamentos do mundo. Sempre amigos, essa é a idéia. Todos os outros que deixei de lado, espero que perdoem, pois, como essa é uma restropectiva, peguei apenas aqueles que estiveram em momentos- chave de minha vida em 2004. Agora, deixando a rasgação de seda à parte, nesse ano, arrumei diversos empregos. Só um remunerado, como atendente na Rádio Nativa. Escrevi para diversas páginas online, incluindo esta. Ao lado de Camel e Fernando, criamos o jornal " O Onanista Pós- Moderno", uma jornal que serve de espaço aberto para novos artistas e para discussões sobre a sociedade e cultura. Ajudei a dirigir uma peça na CAL, "O Cerejal", que me fez perceber algo que sempre guardarei: atores são um saco! Visitei Búzios e Canoa Quebrada, o lugar mais lindo que já pisei. Como puderam ver, foi um ano e tanto. E estou feliz que tenha acabado. No final, acho que o saldo foi positivo. Agora que exorcizer meus demônios de 2004, que venha 2005 e suas surpresas. Podem vir. Estou pronto. Aliás, se virem alguém chapado de vinho barato na orla, na madrugada de 1 de janeiro, possa ser que eu não consiga me fazer entender. Por isso, já antecipado, feliz ano novo para todos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110453392649506044?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110453392649506044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110453392649506044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110453392649506044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110453392649506044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/12/uma-restrospectiva-intimista-de-2004-e.html' title='UMA RESTROSPECTIVA INTIMISTA DE 2004 E ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ANO- NOVO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110237625643586686</id><published>2004-12-06T21:15:00.000-02:00</published><updated>2004-12-08T19:14:52.300-02:00</updated><title type='text'>A PUC NÃO É NAZISTA</title><content type='html'>Recentemente, tem saído muitas reportagens falando sobre pichações de conteúdo neonazista nos banheiros da PUC. Como um orgulhoso filho- da- PUC que sou, achei que deveria me manifestar sobre o assunto. O que me incomoda de verdade é que as coisas chegaram a esse ponto devido ao egocentrismo da reitoria. Uma reitoria metida a "toda- poderosa", para a qual funcionários e alunos nada são além de, respectivamente, mão- de- obra escrava e fonte de renda. Em outras palavras, que são dois elementos cuja única função é servir e nada exigir em troca. Enfim, se a Rei- toria PUC- Rio tivesse investigado quem eram os responsáveis e os tivesse advertido, todo esse papelão poderia ter sido evitado. Aliás, o desdém de nosso rei- tor torna- se ainda pior numa situação como essa. Ao invés de mera indiferença por alunos e funcionários ( as pessoas que movem o local ) a impressão que passa é que a PUC estimula esse tipo de comportamento nada cristão. Cagando e andando, a merda uma hora começa a feder. Nosso Rei- tor agora deve ter percebido isso. Nesse sentido, eu aplaudo a interferência da Federação Israelita. Que seja o toque de despertar do padre Hórtal, o "demônio encarnado". De resto, acho besteira levar tão a sério pichações de banheiro. Portas e paredes de banheiro, assim como a internet, são os representantes máximos da liberdade de expressão. Mas a diferença entre um banheiro e a internet é que esta alcança milhões de pessoas, fortalece a troca de idéias à distância ( vide um blog ) e é um fenômeno para ser levado a sério, com discussões e tudo mais. Um banheiro público é utilizado para aqueles que tão no aperto. Ao contrário da internet, não temos acesso a um determinado banheiro a toda ou sequer procuramos por ele ( a não ser que seja um de higiene impecável ) e, certamente, não fazemos pesquisas sérias em suas portas e paredes. Ninguém tem como levar a sério uma parede de banheiro. Se começarmos a fazer isso, não vai ter local que não seja autuado por estimular alguma atividade criminosa. A própria PUC, por exemplo. Afinal, se a PUC é nazista por seus banheiros, então:&lt;br /&gt;- A PUC é maconheira, pois há desenhos e vários elogios à erva maldita.&lt;br /&gt;- A PUC é gay, pois não falta números de telefones de homens excitados e descrições sobre o que gostam no sexo.&lt;br /&gt;- A PUC é flamenguista, tricolor, vascaína, ... ( por sinal, também faz parte de torcida organizada )&lt;br /&gt;- A PUC é evangélica, porque não faltam mensagens de salvação para as almas perdidas que circulam no banheiro da faculdade.&lt;br /&gt;- A PUC defende o ódio religioso: além de anti- semita, também deseja a morte de evangélicos e católicos.&lt;br /&gt;- A PUC é esquerdista, pois, como todo local com concentração de estudantes, sempre haverá aqueles que "lutaram por um Brasil mais justo".&lt;br /&gt;- A PUC é direitista, pois, como todo local com concentração de estudantes, sempre haverá aqueles que acham que esquerda é coisa de recalcado.&lt;br /&gt;- A PUC tem a necessidade de afirmar sua sexualidade, seja pelos comentários sobre desempenho sexual ou beleza de pessoas dos corpo estudantil ( sem duplo sentido, por favor ).&lt;br /&gt;- A PUC é freudiana, pois é obcecado pela fase anal. Isso pode ser notado nos dizeres que sugerem como o ato de excretar desperta o melhor em todos nós.&lt;br /&gt;Por isso tudo, afirmo que a PUC não é nazista. É uma faculdade como todas as outras no Brasil: com uma diversidade heterogênea de alunos, grupos procurando se expressar, banheiros ruins e uma administração péssima.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110237625643586686?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110237625643586686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110237625643586686' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110237625643586686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110237625643586686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/12/puc-no-nazista.html' title='A PUC NÃO É NAZISTA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110126829048827606</id><published>2004-11-24T01:03:00.000-02:00</published><updated>2004-11-24T01:51:30.490-02:00</updated><title type='text'>A CURA</title><content type='html'>Neste ano, tenho tido súbitos ataques de flashbacks. Cada vez mais, sua freqüencia e duração aumentam. Em qualquer hora, qualquer lugar, acontece. Não consigo evitar, sequer desejo. Para quê? Quando a realidade presente se mostra decepcionante, entristecedora, sem razão, doses homepáticas ajudam a aliviar a dor de não saber direito por que você levanta da cama todo dia para o mesmo dia. Pode soar exagerado, mas, por traduzir meu sentimento em relação ao mundo ou a mim mesmo, prefiro correr o risco de ser taxado de melodramático. Qual depressivo crônico não é? Ainda que com motivos... Eu me estou vendo, de volta ao Leme, onde morei por 7 anos. Minha adolescência toda passei lá. Cresci, aprendi, conheci a tristeza e a anestesia naquele apartamento apertado. Fodi minha coluna de tanto dormir no sofá da sala, enquanto meus pais monopolizam o único quarto não ocupado por caixas de mudança. Via TV pela madrugada toda, olhava através da janela para o prédio ao lado, na esperança de que alguém surgisse e algo, alguma coisa, me ensinasse o que era viver. Até apareceu um dia, mas era alguém tão ou mais problemático do que eu. Nunca mais a vi. O ar- condicionado ficava na sala, gelando de maneira gostosa o ambiente. Via seriados de todos os tipos na TV a cabo, noites e noites a dentro. Enquanto meus amigos descobriam os exageros, experimentando prazeres, eu assistia "The Fresh Prince of Bel- Air".&lt;br /&gt;Agora, eu estou na sala principal. Está mudada, menor e num ângulo diferente. Apesar das aparências, é a sala, é o que sinto. As luzes acesas, está escuro lá fora, estou vendo TV. Eu devo estar com 15 ou 16 anos. Vejo TV, solitário, imaginando o que os outros estão fazendo e por que não posso participar. Sonho com os prazeres de moleques da minha idade que não tenho coragem de procurar. Eu olho para esse menino virginal e não consigo acreditar que ele existiu. Sento ao lado dele, tento falar com ele, mas está tão mergulhado em seu mundo imaginário de abusos que não me escuta. Quero dizer a ele que nada vai mudar. Ele vai conhecer a vida, tudo num período muito curto e intenso de tempo. Ele vai ser feliz um dia. E, quando achar que nada pode dar errado, perderá tudo. O menino de 15 anos, ao contrário do que imaginava, não sonha só com boates e ser amigo do pessoal "sinistro", os "playboys" que ele tanto inveja. Eu estou dentro do corpo do menino de 15 anos. Nós estamos num quarto aperto de um apartamentinho de luxo no Jardim Botânico. Vemos eu, num terceiro garoto. Ele tem seu próprio quarto, onde ele faz o que quer. Tem um baseado num cinzeiro perto do computador, embaixo da estante com uns poucos livros. Recentemente, ele começou a criar gosto pela leitura. Ele está deitado em sua cama pequena e confortável, com uma colcha leve e reconfortante com o corpo de uma bela mulher, linda e que o compreenderá. Ao lado da cama, há uma mesinha de metal, na qual em cima há uma garrafa de Bohemia gelada. Nós sentimos vontade de beber uma Bohemia. Mas, não podemos pegar a garrafa. Somos dois espíritos, unidos num mesmo ser espectral, em nossa visita. Como um xamã, anulamos o peso de nossos corpos, o meu real e o dele, imaginário, e tranportamo- nos num vôo a outro mundo, em busca de uma cura para mim. O menino de 15 anos não tinha cura, também a procura. Então, juntos, fomos a um nível de percepção completamente fora das realidades presente e passada. O terreno da ilusão em 3D: o quarto do Jardim Botânico e o terceiro garoto, como que inseridos num cenário de tela azul.&lt;br /&gt;Nós obervamos de perto o jovem adolescente de classe média- alta, deitado, com uma cerveja a mão. Ele é outro solitário. Igualmente insatisfeito com sua situação. Igualmente deslocado. Nos separamos e nos tornamos dois espíritos, observando o pobre meino rico.&lt;br /&gt;Fíco lá, com os dois. O cenário é melancólico, mas é melhor do que voltar. Não vou sair agora. Enquanto as mãos escrevem, o corpo se mantêm ocupado, a mente viaja. Como uma boa tragada. Finalmente, expiro a fumaça e o texto acaba. Ponto final e retorno.&lt;br /&gt;Queria saber qual é o nome da música que toca na minha cabeça agora.&lt;br /&gt;Espero que os garotos de 15 não descubram como eu o quão a vida pode ser cruel. Eu gosto deles.&lt;br /&gt;Não posso evitar. Não há cura para esse mal.&lt;br /&gt;Acabou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110126829048827606?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110126829048827606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110126829048827606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110126829048827606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110126829048827606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/cura.html' title='A CURA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110100296631668988</id><published>2004-11-20T23:46:00.000-02:00</published><updated>2004-11-21T00:19:08.806-02:00</updated><title type='text'>COMO UMA ONDA</title><content type='html'>Segunda- feira, estréia a nova novela da seis, "Como uma onda". Foda- se, eu não assistir. Não vejo novela e não sinto a menor culpa nisso. A música- tema, aparentemente, é o título da novela; conhecida entre meus amigos como o "melô do surfista tarado". Piadinhas infames à parte, ao pensar nesse título, vi- o como uma boa definição para minha vida atual. Batendo na praia e voltando, para bater outra. Num ritmo vicioso, auto- destrutivo e sem saber o por que. Como tenho levado minha vida. Como uma onda. Hoje, fui na reinauguração do sebo Baratos da Ribeiro ( &lt;a href="http://baratosdaribeiro.blogspot.com"&gt;http://baratosdaribeiro.blogspot.com&lt;/a&gt; ). Reinauguração em termos, pois o sebo estava funcionando desde terça- feira, mas, enfim... Lá, reencontrei algumas caras conhecidas, outras novas, conversei, enchi a cara e paguei mico. estou com dor de cabeça até agora, por sinal. Mas a ressaca verdadeira foi ter percebido que eu não mudei tanto quanto imaginava. E isso é algo ruim. O garoto inseguro, puto por levar um fora da ex- namorada e das outras namoradas, c0onhecidas como oportunidade, reconhecimento e sucesso, ainda existia. Apesar de ter deixado de me importar tanto com a realização pessoal, abraçando a divulgação da nova cultura, de todos os novos artistas, das pessoas que têm coisas boas a dizer, mas não o espaço, ainda há um ressentimento. Meu jeito espalhafatoso me impede de ser levado a sério. Sou tratado como um figura folclórica. Conseqüentemente, a causa que resolvi defender fica abalada. Como levar a sério um bêbado escandoloso, que fica tirando vantagem o tempo inteiro? Como achar que o que ele está falando não seja um monte de besteira? E, ao invés, de combater essa imagem, eu a perpetuo. O sebo foi reformado, parece novo para os outros, mas não pareceu para mim. O sebo tornou- se uma metáfora perfeita de mim mesmo. Por mais que tenha mudado de atitude, que esteja mais sóbrio, mais produtivo, que tenha uma nova garota, por dentro, continuo a mesma pessoa que tanto que desejo afastar. Enquanto ela existir, meu novo eu será apenas uma fachada. O chão ladrilhado pode passar a impressão de que a loja aumentou, quando ela continua do mesmo tamanho, quando nada, efetivamente mudou. A prova maior é que durante a semana que passou, apesar de que adiantar diversos trabalhos, deixe- me não fazer nada. Simplesmente, não me esforcei como, teoricamente, o recente eu deveria ( prefiro "recente", porque "novo" seria radical demais, logo, mentiroso. ). Por mais que quisesse, minha mente não deu ouvidos e meu corpo concordou alegremente. Eu não fiz nada e agora estou fodido. Tudo bem. Eu mereço. Afinal, assim como o "antigo" eu, acho que mereço me ferrar. Não cumpri com minhas obrigações, vou correr para salvar minha pele. Sei que poderia ter feito melhor. Poderia ter passado com glórias. Sou capaz. Entretanto, a auto- destruição é parte intríseca de mim. Não me abandonará. Eu não deixarei.&lt;br /&gt;Honestamente, não sei por que, mas, como disse anteriormente, acredito que todos somos auto- destrutivos, cada um a sua maneira, como o comercial da lanchonete de "Super size me". Mas eles não vêem isso. Eu sim. Logo não me sinto culpado. A minha agonia é saber que poderia fazer outra coisa além de deitar e esperar o apocalipse surgir, em todo seu esplendor.&lt;br /&gt;Ao som melancólico dessa música, voz calma e ninante de Lulu Santos, olho as ondas batendo na areia, bem à minha frente, final de tarde e me pergunto, mentalmente:"E se?" E se?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110100296631668988?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110100296631668988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110100296631668988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110100296631668988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110100296631668988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/como-uma-onda.html' title='COMO UMA ONDA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110100104290736586</id><published>2004-11-20T23:35:00.000-02:00</published><updated>2004-11-20T23:45:43.386-02:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 5</title><content type='html'>O post "Minha geração" foi concluído. Aconselho a todos que leram o início que releia e deixem sua opinião num comentário. Mesmo quem já deu seu comentário. Valeu.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110100104290736586?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110100104290736586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110100104290736586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110100104290736586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110100104290736586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/mensagem-de-utilidade-pblica-5.html' title='MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 5'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110089707096701005</id><published>2004-11-19T18:36:00.000-02:00</published><updated>2004-11-20T23:35:05.276-02:00</updated><title type='text'>MINHA GERAÇÃO</title><content type='html'>Eu nasci... há 21 anos atrás. Eu nasci há 21 anos atrás, em 1983. Sou o último produto de longo e breve século, segundo historiadores. Apesar de ter uma aparência externa jovem, eu e meus contemporâneos somos museus ambulantes. Durante nossos primeiros meses de vida, o país estava em turbulência, na passagem da Ditadura para a Democracia. Nascemos em meio a esse limbo. Crescemos enquanto o mundo se transformava a nosso redor. Não essas transformações bestas, locais e que efeito de médio prazo que acontecem todo santo dia. Falo de acontecimentos históricos, simultâneos, que mudaram a vida de tudo e todos para sempre. Sempre: o fim da Ditadura, a redemocratização do país, o alastramento e combate a aids, 11 de setembro, a queda do muro de Berlim e o surgimento dos computadores caseiros e a internet. Esses foram os principais em termos gerais. Também há diversos outros eventos revolucionários que ocorreram nesses conturbados 21 anos. "Os Simpsons", para mim e muitos outros, foi um acontecimento revolucionário na cultura pop. Nirvana e Legião Urbana, músicas de acampamento, são do final dos 80 e início dos 90. Nós testemunhamos o mundo e os costumes mudaram enquanto começávamos nossa vida escolar. Para o vestibular, tivemos de estudar fatos que acompanhamos na infância. Certo que toda geração tem um fato de grande importância, mas nós tivemos vários! Quando envelhecermos, talvez nos tornemos cópias do Vovô Simpson, contando histórias de uma época tão distante que parece fora da realidade. Nós seremos ficcção. Um sentimento, aliás, que acompanha essa geração. Apesar de sermos de carne e ossso, nos sentimos como ficção. Nossa existência é fantástica e insignificativa demais para ser verdadeira. Como disse, tudo aconteceu quase que ao mesmo tempo nos últimos anos. O tempo passa frenético. oferecendo oportunidades e arrancando- as de nós numa fração de segundos. Temos muitas opções, o que nos obriga a sentir mal por não escolher ou escolher mal. Precisamos tomar uma posição em relação a tudo o que está ocorrendo no mundo, seja optar pela ignorância ou uma atitude mais drástica. Drogas não funcionam mais, o sentimento de culpa nos perseguirá agora sempre, independente de querermos fugir do mal- estar ou não. O mal- estar de de estar vivo num mundo abertlo e incompreensível vai acompanhar essa geração sempre. O modo utilizado para isso é nossa posição histórica. Enquanto outras gerações poderiam recorrer a Freud, ou outra explicação barata, para justificar sua depressão, acredito que o problema que aflige a geração de 83 é mais grave. No caso, o que nos atinge no peito é nosso posicionamento histórico. Em "O mal- estar da civilização", Freud tenta demonstrar o que seria a depressão e suas conseqüências. Fazendo um retrato detalhado, mas, ao mesmo tempo, atualmente vago, relata que a insatisfação humana viria da necessida não- preenchida de ser pleno. Caso tomemos essa idéia básica como verdadeira, veremos que nossa geração tem muita razão em estar desorientada. Como podemos ser plenos, em meio a uma chuva de acontecimentos e oportunidades? O filósofo bigodudo que deveria ter dificuldade em tomar sopa disse que Deus está morto. Seja morto, ausente ou fazendo vista grossa, o fato é que, em meio ao caos que tomou conta do mundo e das relações pessoais, surgem oportunidades para se destacar de diversas maneiras. Como não podemos aproveitar todas como gostaríamos, a agonia antecipada surge. Não ocorre a espera para reflexão e posterior depressão. Isso já ocorre antes, durante e após a escolha. Talvez isso venha devido a o fato de que nascemos em meio a um vazio histótico. Desde o nascimento, viemos programados para olhar para as opções e não saber qual adotar confiantemente. Apesar de nossas boas intenções, simplesmente não sabemos como se escolhemos certo ou não. E levamos nossas escolhas muito a sério, pois, devido a termos vivido em meio a acontecimentos históricos significativos, temos a idéia de que nossas escolhas não só refletirão em nós como em todos os outros. Estamos perdidos numa floresta sem direções, somos ondas batendo na areia, sem saber por que ou tentando evitar. Metáforas a parte, toda essa intensidade parece demais para ser verdadeira. E essa sensação de que nada é real de fato nos permite entrar no conformismo, dando- nos uma resposta para a história que cobra um posicionamento de nossa parte. "Isso não pode ser real. Logo, porque devo devo me importar?" Ou assustar as pessoas de tal forma que elas se conformem ou não consigam enxergar propriamente qual atitude tomar. "Se eu mudar de opinião, de repente, amanhã eu possa certo ou errado. Para que arriscar?" Toda essa gama de oportunidades nos inibe e impede a ousadia. A idéia de que a história nos julgará amedronta a todos. Especialmente uma geração que viveu na história enquanto acontecia. Nesse sentido, estamos condenados. Mas, ao mesmo tempo, nos dá esperança. Nascer num limbo histórico deixa nossas opções abertas. Podemos não ter certeza de que estamos fazendo a coisa certa, mas podemos optar entre várias possibilidades. O fato da realidade estar mais interpretativa do que nunca nos últimos anos é o sinal. Apesar da ausência de uma base, é mais fácil conquistar algo na confusão do que numa mentalidade estabelecida e inquestionável.  Ao mesmo tempo que a geração de 83 está condenada a nunca saber quais serão os efeitos de seus passos ( e não conseguir pensar a longo prazo ), isso pode ser sua redenção. Sua ignorância em relação aos fatos, juntamente com sua agonia por estar num limbo histórico e moral, pode causar mudanças revolucionárias, como as que se acostumaram a ver enquanto cresciam. Acredito que o grande dilema de minha geração é esse: não saber se estão lutando pela salvação ou pela perdição.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110089707096701005?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110089707096701005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110089707096701005' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110089707096701005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110089707096701005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/minha-gerao.html' title='MINHA GERAÇÃO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110064329770223984</id><published>2004-11-16T19:39:00.000-02:00</published><updated>2004-11-16T20:14:57.703-02:00</updated><title type='text'>A SINFONIA AGRIDOCE, PARTE 1</title><content type='html'>Esse é um trecho de um livro que estou escrevendo. Tinha um título de trabalho, mas mudei. Estou reescrevendo- o aqui, porque serve de introdução para o texto de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A história é breve, como todas. Não há muito o que relatar, mas muito o que dizer. Como o monstro de &lt;em&gt;Alien&lt;/em&gt;, algo tenta violentamente sair de minha caixa toráxica e, impotente, nada posso fazer, a não ser gritar de dor. Dor. Conheço- a há tanto tempo que sinto como se fôssemos irmãos. Ela vive comigo, me conforta, me deixa ativo enquanto minha prometido hora está chegando. É uma dor sem explicação, que ataca, se espalhando em você feito melado. Chamam de "dor da alma", mas não gosto desse nome. É vulgar. Não posso ser ofendê- la. Além de injusto, ela reage mal. Uma vez, a ignorei. No período mais feliz de minha existência, esqueci de meus problemas, da solidão, da raiva e do medo e aproveitei. Fechei os olhos e mergulhei num poço sem fundo. Ao final, bati de cabeça numa pedra e fiquei em pedaços. Agora, estou terminando de recolher meus cacos. Quando estiver, aparentemente, completo, ressurgirei e mostrarei para todos, mas principalmente, para você, minha glória. Por mais esteja sangrando por dentro, numa hemorragia interna, cujas feridas cutuco, eu aparecerei como uma Nossa Senhora de Fátima, brilhando, eterno, inquestionável. Você me feriu. Você vai pagar. Nem que seja a última coisa que eu faça nessa porra de vida que só fez rir da minha cara com ironias cruéis, eu juro! Você vai pagar, meu amor..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amiga é também minha amante. Temos muito em comum: somos críticos, teimosos, inteligentes, atraentes, bons de cama, ambiciosos profissionalmente, bem- sucedidos  e fracassados em nossas vidas sentimentais. Abdicamos do amor e abraçamos a amizade, o sentimento puro e seguro. Não há uma total entrega, logo não há amor. Há o sexo, suprindo as necessidades da carne e do carinho. Como atores, encenamos amor. Nossa amizade sincera permite que possamos fazer isso sem riscos ou falsidade. Quando transamos e nos abraçamos, é verdadeiro, é um descanso, é um porto seguro, é uma pausa de toda a realidade em que precisamos ser fortes por todos. Nosso abraço é uma pequena dose de redenção. Nossos pecados são perdoados e as dores esquecidas. É intenso e único. Mas, não é amor. Apesar de tudo, não há, nem pode haver uma entrega completa. Mesmo desarmados perante o outro, ainda fazemos pose. Recentemente, eu quebrei uma dessas regras.&lt;br /&gt;Após uma má- sucedida tentativa de sexo, minha cabeça começou a doer do lado esquerdo. Logo, veio a tonteira e, meu Deus, o desespero também. Ela prontamente me acudiu e cuidou do mim. Atordoado, desabafei. Sussurando, em seus braços, falei todas as minhas dores, todas as verdades constragedoras, me mostrei frágil e cheio de cicatrizes e feridas para ela. Isso nunca deveria ter acontecido. Jamais. Isso é um passo além da amizade. Não estou exagerando. Ela disse que deveria encontrar uma namorada. Tive vontade de dizer: "Eu te amo.", mas não podia. Ela me abandonaria e também porque não seria verdade. Não a amo dessa forma. Só não consigo amar. É incrível, meses se passaram, raramente penso na minha ex, mas a corte ainda sangra. Minha amiga também passou pelo mesma situação que eu. Recentemente, ela decidiu se afastar de um amigo, porque descobriu que o amava. Foi doloroso. Eu teria feito o mesmo sem pestanejar. Amor não existe. O que há são fatos e realizações. Quando alguém morre, é reconhecido pelo o que fez na vida. Quem se importa com quem amou? Amar é fácil. Amar com sinceridade e ser igualmente correspondido já é outra história. É conto- de- fadas. O mundo em que vivo é real é cruel. Ele não pára um instante. Se, em meio a essa bagunça em que nossas vidas se tornaram, encontramos alguém especial de verdade, pode- se considerar um felizardo. Eu encontrei. Me perdoe, minha amiga. Vamos, outra vez, botar uma pedra em cima do que não podemos enfrentar e seguir em frente. Como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110064329770223984?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110064329770223984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110064329770223984' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110064329770223984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110064329770223984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/sinfonia-agridoce-parte-1.html' title='A SINFONIA AGRIDOCE, PARTE 1'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110046284002572374</id><published>2004-11-14T18:00:00.000-02:00</published><updated>2004-11-14T18:09:20.713-02:00</updated><title type='text'>RESPOSTA A JULIA</title><content type='html'>Hoje, passei no blog da amiga Julia, "MacBeth no país das maravilhas" ( o link pode ser encontrado no post "Mensagem de utilidade pública 3" ). Li um brincadeira deliciosa chamada "Epifania". Leve, solto, despretensioso, muito divertido. Contagiado por esse espírito descontraído, resolvi responder à Julia com uma criação própria. Aqui vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ESQUIZOFRENIA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;você.&lt;br /&gt;Você?&lt;br /&gt;EU!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa deveria estar num "Mensagem de utilidade pública", mas decidi aproveitar o espaço. Saiu hoje, no jornal "O Globo", caderno "Mundo", uma reportagem sobre o Haiti escrita por Mônica Gugliano ( nome engraçado ). Vale a pena ler, é jornalismo literário da melhor qualidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110046284002572374?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110046284002572374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110046284002572374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110046284002572374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110046284002572374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/resposta-julia.html' title='RESPOSTA A JULIA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110045130588188227</id><published>2004-11-14T13:53:00.000-02:00</published><updated>2004-11-14T14:55:05.880-02:00</updated><title type='text'>"PELECARNESANGUEOSSOS" E O CONSTRAGIMENTO DE NATHÁLIA</title><content type='html'>Ontem, apesar de todo o material acumulado da faculdade me gritar o contrário, resolvi ir ao teatro. A peça era "Pelecarnesangueossos" e termina hoje. Isso aumenta minhas certezas de que só assisto peça em fim de temporada, mas tudo bem. Fui acompanhado por minha amiga Nathália. Ela, como eu, é uma dramaturga iniciante que leva porrada de seus textos constatemente. Fomos no Teatro Café Pequeno, a versão "Mini- me" do Canecão ( exatamente como o Canecão, mas com 1/8 do tamanho. ). Após essa breve apresentação, vamos ao que interessa, a crítica. E, leitores com apetite de destruição e/ ou leitores de Barbara Heliodora, acho que vão ficar satisfeitos. Vou começar com o que mais marcou: o cara que faz Gabriel é PÉSSIMO!!!! Isso é especialmente ruim, pois o personagem dele é grande vilão, o causador de toda a tragédia da peça. Mesmo levando em conta que o papel não teve o espaço necessário para se desenvolver, não há nada que redima o ator. Ele está tão ruim no papel, que, ao invés de raiva do ator, senti pena dele. Essa foi a única coisa que consegui sentir dele. O cara não sabia se movimentar em cena, não tinha qualquer linguagem corporal e nem gritar direito conseguia. Dizer que ele estava no piloto automático seria um elogio. O cara, no máximo, estourando, decorou as falas e mandou o "foda- se!"Formando com honras da Escola de Teatro Cigano Igor. E, antes que digam que estou sendo cruel com o sujeito, respondo que ele foi muito cruel, não só comigo, como com toda a platéia que pagou para assistí- lo. A única parte boa dessa situação foi ver o constragimento da Nathália, que é amiga do moleque. Assim que terminou a peça, ela disse: "Vamos embora agora!", com medo de encontrar a criatura e ter de dar sua opinião. Ver a cara dela de "Puta- que- pariu" foi muito engraçado. Acho que não sou um cara tão legal. O resto do elenco estava bem, especialmente as mulheres. A menina que faz a vítima era linda e atuava muito bem. Segundo Nathália, ajudou o fato de que ela passa quase toda a peça deitada e sem ação, mas, nos poucos momentos em que mostra serviço, o faz de forma muito competente. A mãe tem atuação boa. Em terceiro lugar, fica o médico, interpretado satisfatoriamente.&lt;br /&gt;O grande problema no texto é o desenvolvimento da trama e de seus personagens. Na ânsia de fazer uma denúncia, o autor simplesmente jogou cenas de impacto, sem maior preocupação em buscar o que estaria por debaixo de tudo, que elementos teriam sido os verdadeiros causadores da tragédia. Se , por um lado, deixa a platéia tensa durante todo o espetáculo, o que acho ser um dos objetivos do texto, por outro tudo acaba soando gratuito. Um monte de boas idéias, jogadas ao esmo. É como um quebra- cabeças, em que as peças insignificantes faltam, impedindo que o quadro se complete. Alvim até tenta trazer momentos de reflexão, quando os personagens falam sobre escolhas, mas, com exceção da cena inicial, tudo é muito rápido e não funciona. Isso tem efeitos, conseqüentemente, na construção dos peronagens. Fica evidente nos personagens do médico e sua esposa. A esposa, praticamente, não tem função nenhuma. Para mim, se ela não estivesse lá, não teria feito muito diferença. O médico é o personagem mais preocupante. Como Nathália disse, ele é o Hamlet da história: "Ser ou não ser?", "Honrar o juramento ou cuidar de meus interesses?". O médico, que deveria ser o personagem principal, não tem o tempo necessário para se desenvolver e acaba tendo o mesmo tempo ( insatisfatório ) que os outros, que deveriam ser os coadjuvantes. Ele carrega o dilema, ele que tomará a decisão de vida ou morte. A platéia, ao invés de entrar no drama dele, apenas visualiza o conflito. O desempenho do ator, que empresta alguma simpatia ao personagem, ajuda na troca limitada que ocorre. Bem, agora que esculhambei, que tal os pontos positivos? Afinal, eu gostei da peça. Logo, deve ter algo de bom. O texto é bom, por exemplo. Antes que me acusem de ser contraditório, me adianto: o texto da peça é bom, mesmo com os defeitos graves que apontei acima. O que quis dizer com a falta de desenvolvimento notável é que o tema tinha um potencial muito forte. Poderia ter sido uma peça do caralho, foda, algo para escandalizar geral. Do jeito que ficou, é apenas boa. A iluminação é muito boa. As luzes se alternam harminiosamente. Há um momento lindo, em que as duas atrizes ficam de perfil, em frente a uma luz vermelha. O efeito ficou foda. Outra grande sacada é no final, quando a família janta com o cadáver da vítima na mesa. Foi outra grande sacada. Para terminar, acho que posso dizer que esse é o melhor texto de Roberto Alvim. O bom é que ele é superior a sua peça anterior, cheia de intenções, mas que não acertava nenhum alvo. Se continuar progredindo, logo Alvim vai escrever algo realmente foda, que funcione tanto dentro quanto fora do terreno das idéias do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o amor puro e o amor egoísta?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110045130588188227?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110045130588188227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110045130588188227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110045130588188227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110045130588188227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/pelecarnesangueossos-e-o.html' title='&quot;PELECARNESANGUEOSSOS&quot; E O CONSTRAGIMENTO DE NATHÁLIA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-110028425826081730</id><published>2004-11-12T16:18:00.000-02:00</published><updated>2004-11-12T17:03:59.813-02:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 4</title><content type='html'>Para que certas pessoas parem de dizer que todos os links que passo são apenas de amigos meus e que faço média online, aqui vai algo que descobri ontem e cujos realizadores nunca vi na minha vida. É a página do Homem- Chavão ( &lt;a href="http://www.homemchavao.com"&gt;www.homemchavao.com&lt;/a&gt; ). Como existe há certo tempo, talvez algum dos 3 freqüentadores desse blog já tenham visto. Caso não, vale a pena. Além de engraçada, fornece muitas informações úteis para o dia- a- dia. Seja para aqueles que desejam evitar os lugares comuns ou que estão em busca de novos ditos populares para tornar seu papo mais rico ou constrangedor. Tenho certeza que todos já utilizaram uma expressão surrada e nem perceberam. Mas, no espírito do "Homem- Chavão", cito uma frase escrita por uma grande sábio no MSN Messenger:&lt;br /&gt;"Tenham medo do buraco na camada de ozônio, mas não do estereótipo!"&lt;em&gt; Daniel R. Ribas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Isso dito, vamos viver em paz com nós mesmos. Afinal, como seres humanos, podemos ser tudo, menos originais. Então, relaxem e curtam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclama, Moscão! Você pediu, agora não vou te deixar em paz! Quero ler sua nova reclamação! Estou esperando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando que estou dando esporro, peço, cordialmente, para que meus 3 freqüentadores deixem comentários. Adoro o fato de muitos estarem curtindo o blog. Compensa o trabalho e acaricia meu ego, quase tão insaciável quanto meu apetite sexual. Por isso, acho que posso pedir para que as pessoas expressem, de forma escrita, seu contentamento com os serviços prestados. Afinal, quanto mais comentários, talvez mais pessoas passem a freqüentar a página e poderão ter suas vidas mudadas por meus escritos. Assim, ajudem o Daniel Ribas a ganhar o Prêmio Ibest e poder tirar ainda mais onda. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que não acreditam no poder maléfico e ilimitado dos chavões: a última nota é um plágio descarado do pedido que Juca Chaves, o seresteiro do Brasil, costuma fazer nos comerciais de seus shows ( "Assistam e ajudem o Juquinha a comer caviar. " ). Bizarro. Ninguém está a salvo dos estereótipos. &lt;em&gt;E agora, quem poderá nos defender?&lt;/em&gt; ... Droga, outro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-110028425826081730?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/110028425826081730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=110028425826081730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110028425826081730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/110028425826081730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/mensagem-de-utilidade-pblica-4.html' title='MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 4'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109979402118412919</id><published>2004-11-06T23:14:00.000-02:00</published><updated>2004-11-07T00:38:01.330-02:00</updated><title type='text'>A SETE PALMOS, O REI DO PEDAÇO</title><content type='html'>Esse texto pode ser definido como "Homer Simpson votou em Bush, parte 2". Com "A sete palmos, o rei do pedaço", pretendo efetuar o mesmo que as seqüências de filme costumam fazer com o original: explicar todas as perguntas que permaneceram. No caso, falava sobre como desenhos como "Os Simpsons" e "South Park", através do exagero, mostravam o perfil da maioria dos eleitores que presentearam George W. Bush com mais quatro anos na Casa Branca. Assumindo de vez minhas pretensões antropológicas, podemos perceber que essa eleição já tinha dono se analisarmos que tipo de seriados os americanos assistem. Acho que posso dizer que séries de TV nos EUA têm a mesma importãncia que nossas novelas aqui. Sâo uma das principais atrações de suas emissoras. Têm um público cativo, que determina a sobrevivência do programa. Se tiver excelente aceitação, ou se for exibido no horário nobre, o espaço para anunciar um produto pode custar milhares de dólares. Foi o que ocorreu nos últimos capítulos de "Friends", por exemplo. Pode transformar atores em estrelas e milionários. Também são exportadas para diversos países. São um produto tão lucrativo que tanto as redes de TV aberto quanto as por assinatura têm seriados. Os mais populares acabam sendo, inclusive, associados à rede que os exibe. Ou seja, não é tão diferente das novelas, não é? Séries de TV aberta geralmente seguem uma fórmula testada e aprovada, sejam dramas ou comédias. Apesar de nos últimos tempos terem apresentado inovações, costumam não ousar, por temer que algo mais agressivo afaste o público. Seu único propósito é distrar sua audiência, correndo feito o diabo da cruz de qualquer reflexão ou algo que desagrade. Séries de redes de TV à cabo, apesar de ter a mesma preocupação mercadológica, não seguem essa rígida cartilha. Têm a liberdade para serem artisticamente mais ousadas. Os temas são mais adultos, têm tratamento de cinema e ousam em sexo, violência e linguagem. São muito liberais. Isso deve justamente ao fato de que o público que paga TV por assinatura, em sua maioria, pertencer à classes financeiramente privilegiadas. A elite. Ou seja, temos, essencialmente, dois tipos de seriados nos EUA, que podem ser ligados a duas classes socias. Nessas eleições, tínhamos dois candidatos que representavam, cada um, os dois tipos básicos de americanos: os pobres e conservadores que defenderam Bush e os ricos e/ ou esclarecidos liberais que apoiaram Kerry. A escolha dos verbos "defender" e "apoiar" não foi à toa. Mas vamos dar uma olhada nos programas assistidos pela população americana. No lado das classe trabalhadora, temos dramas leves, enlatados policiais e sitcoms. Vamos pegar as sitcoms, especificamente o "According to Jim" e "O rei do pedaço" ( é um desenho, mas serve para o ponto que defendo. ) . Tanto a seriado com atores de carne e osso quanto o de tinta fala sobre famílias de classe popular e sua rotina atrapalhada. Jim, o americano médio, é um sujeito cabeça fechada, conservador e, apesar de constantemente fazer merda, sempre dá um jeito de dar a volta por cima. Entre alguns de seus inimigos, estão vizinhos chatos e liberais que se acham melhor do que ele. Hank, protagonista animado, é a mesma coisa. São programas populares, que promovem a anti- catarse que Adorno tanto chiava. Ao invés de satirizar a ignorância do povo americanos, passa a mão na cabeça deles. Justifica seus erros, torna- os dóceis e faz questão de formentar estereótipos, contribuindo para um apartheid social mental. "According to Jim" e "O rei do pedaço" têm com protagonistas não arquétipos, mas o chefe de família classe média- baixa. E sua mensagem é: você está certo, sua mentalidade fechada é correta e liberais são pagãos que merecem o desprezo. O público que aumentou a temporada de Bush como presidente. Agora, passemos a Kerry. Seus votos vieram, em maior parte, de americanos jovens, grupos excluídos e das elites, principalmente a intelectual. Que tipo de programa eles assistem ( ou assumem que assistem )? Séries artísticas, críticas, que são feitas para balançar o público de seu marasmo. Bons exemplos são duas séries da HBO muito populares: "Sex and the city" e "A sete palmos ( six feet under )". Enquanto a primeira inivou ao colocar mulheres de 30 anos falando abertamente sobre sexo e relacionamentos, a segunda trata de temas cabeludos como depressão, morte, homossexualismo, culpa e drogas, com enfoque realista. Seus personagens são pessoas comuns, mas incrivelmente atormentadas. O toque peculiar fica por conta da ação se passar numa funerária, o que é o pretexto para mostrar ao espectador cenas como a preparação de um cadáver. Para ver como as coisas são engraçadas, a grande polêmica que gira ao redor da série não são as cenas grotescas, mas os temas espinhosos. O puritanismo ataca até os intelectuais, que se chocam com a violência nos relacionamentos e não a gráfica. Mas isso foi um comentário à parte. O que quero dizer é o seguinte: assim como os intelectuais liberais consideram "According to Jim", o seriado do homem de classe média- baixa, transmitido por rede aberta, como diversão barata, a população pobre e conservadora americana, que não tem TV a cabo e admite violência, mas não sexo, jamais veria "A sete palmos". O puritanismo americano pode ser sentido em todos os lugares, mas em alguns mais do que outros. Bush falou para aqueles que abraçam o puritanismo sem medo de assumir. Aqueles que assistem enlatados distrativos e que não ousam, que reafirmam que sua mentalidade fechada e ligada à tradições antigas é o correto. Kerry falou para os críticos, os que refletem sobre as ações de seu país e de seu presidente e que desejam mudanças. Aqueles que assistem programas de temática ousada e de apelo segmentado. Por isso, George W. Bush é o rei do pedaço e a candidatura de John Kerry está a sete palmos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109979402118412919?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109979402118412919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109979402118412919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109979402118412919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109979402118412919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/sete-palmos-o-rei-do-pedao.html' title='A SETE PALMOS, O REI DO PEDAÇO'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109977141734636628</id><published>2004-11-06T17:38:00.000-02:00</published><updated>2004-11-06T19:26:53.566-02:00</updated><title type='text'>HOMER SIMPSON VOTOU EM BUSH</title><content type='html'>Desde que John Kerry admitiu sua derrota, muitos artigos foram escritos sobre como serão a reeleição de Bush. E aqui vai mais um! Muitas pessoas de boa- fé ficaram chocadas com a vitória do atual presidente dos EUA. A pergunta na cabeça de todas elas era: "Mas como? O cara é um babaca, um mentiroso, todo mundo sabe disso, até meu cachorro sabe e ele ainda ganha mais quatro anos? Que porra é essa?" ( Fazendo propaganda, como sempre, a Renata Ventura escreveu um ótimo texto que demonstra esse sentimento, na página Hipucomdríacos - &lt;a href="http://www.hipucomdriacos.com.br"&gt;www.hipucomdriacos.com.br&lt;/a&gt; ) Eu, por outro lado, não fiquei chocado, nem surpreso. Bush é um mau governante, mas temos vários chefes de Estado atuais condenáveis. Sílvio Berlusconi, o comandante da Itália, dono da maior rede de mídia do país e ultra- direitista é uma figura tão ou mais perigosa e desprezível que seu colega americano. A única diferença é que ele não tão falado por essa bandas( o que não deixa ser uma ironia por se tratar de um sujeito que usou e abusou dos meios que controlava para se eleger ). Ah, Berlusconi também apoiou a guerra ao Iraque. Ou seja, mesmo que Kerry ganhasse, ainda teríamos uma figura como essa. E não me venham com esse papo de "Itália não é EUA", porque, enquanto as populações de qualquer paiseco elegerem esses vilões de 007 para presidência, o mundo nunca estará seguro. A democracia jamais será plena, enquanto permitirmos que grupos manipulem em nome de seus interesses comercias, especialmente quando se trata de político. Por esses motivos, não fiquei chocado.&lt;br /&gt;Não fiquei surpreso, porque não achei que a reeleição de Bush contradizesse o pensamento do povo americano. Ao contrário das eleições anteriores, não acho que houve má- fé agora. Os americanos foram em massa votar e eles, principalmente eles, optaram por renovar o mandato de Bush. Enquanto isso, o resto do mundo agia como um cara que levou um fora da namorada: muito choro e muita suposição, nenhuma análise mais fria dos acontecimentos. Como falei, já esperava por isso, o que me deu tempo de pensar a respeito. Então, o que soou mais lógico foi tentar encontrar o problema pela raiz. A pergunta a ser feita não é o que o povo americano quer, mas quem é o povo americano? Até o momento, não achei uma resposta definitiva. Mas, esbarrei em algo interessante. Outro dia, vi um episódio antiqüíssimo dos Simpsons. Nele, Homer é acusado erroneamente de abusar sexualmente de uma estudante e tem sua vida virada de cabeça para a baixo com a cobertura incessante da mídia. Ao final do episódio, com a inocência provada, Homer abraça e beija a TV, dizendo: "Não vamos brigar mais." Não sei se é claro para todos, mas Homer é a caricatura máxima do típico americano de classe média- baixa. Não tem muita instrução, trabalha num emprego horrível, bebe sem parar e é um marido relapso e um pai ausente. É uma figura triste, que só encontra redenção no amor genuíno que sente por sua família. Sendo mais frio, o amor de Homer é fruto do fato dos Simpsons ser um desenho feito para a família, mesmo tratando de assuntos adultos e passar num canal aberto. Já "South Park", outro desenho com o mesmo teor crítico, mas para o público adulto e de um canal por assinatura, tudo é muito mais ácido e nonsense. Logo, não há salvação. Todos, homens e crianças, são ignorantes e desagradáveis. A diferença entre as faixas etárias é que, enquanto os mais velhos são estúpidos, as crianças são interesseiros e manipuladoras. Assim como a Springfield natal da família amarela, South Park é uma cidade cujos habitantes simbolizariam os moradores menos privilegiados e que compõem a maioria dos EUA. Devido a ignorância que atravessa geraões, são pessoas ligadas a tradições e de mentalidade fechada. Os eleitores de Bush. Afinal, como explicar ele ter ganhado em Ohio, um dos estados mais afetados pelo desemprego? Bush passa a imagem que o americano médio idolatra: um chefe de família, com princípios conservadores sólidos e um líder que não volta atrás. Tudo pelo bem dos EUA. Ao contrário de toda a pompa liberal e intelectual de um Kerry da vida, Bush passa uma imagem de simplicidade, mesmo vindo de uma das mais poderosas famílias dos EUA. Poderia ser um colega de bar ou um vizinho amigo que organiza um churrasco. Ele fala para o povo americanos, fala de coisas que eles entendem e aprovam de uma maneira que eles entendem e aprovam. O que Kerry tentou conquistar com Leonardo DiCaprio e cia e o apoio dos principais meios de mídia americanos foi algo que, apenas no final, deixou mostrar: o lado humano. Como confiar que você resolverá o problema do desemprego, algo importante para essas pessoas, se você não demonstra ter princípios sólidos? Qual o sentido em tirar as tropas do Iraque, se insiste em não romancear a guerra, como fazem os pastores com o Novo Testamento? Resumidamente, como esperar a simpatia do povo americano, se você se concentra no cérebro, e não no coração? Sua fala liberal pode seduzir as elites intelectuais ou os grupos excluídos, mas o pessoal de Springfield não conhece, não quer conhecer e tem raiva desse povo. Kerry percebeu esse erro no final da campanha, quando, talvez fosse tarde demais para mudar os eventos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109977141734636628?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109977141734636628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109977141734636628' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109977141734636628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109977141734636628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/homer-simpson-votou-em-bush.html' title='HOMER SIMPSON VOTOU EM BUSH'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109963297573957634</id><published>2004-11-05T03:22:00.000-02:00</published><updated>2004-11-06T22:35:14.143-02:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 3</title><content type='html'>Para as pobres almas que acessam essa página de pensamentos, exercícios e exibicionismos, dois endereços que valem a pena a visita. Não por coincidência, são de duas pessoas queridas por mim. O primeiro é de meu grande amigo Vinícius Faustini. Ele escreve o blogue "Repertório" ( &lt;a href="http://repertorio.blogspot.com"&gt;http://repertorio.blogspot.com&lt;/a&gt; ). Nele, o Faustini escreve artigos sobre cultura e pensamentos. Vale pelas opiniões e pela forma de como ele escreve. O cara é foda, meu ídolo. Não pego porque não faz meu tipo. O segundo é de minha colega Julia Nemirovsky, que ataca com "Macbeth no país das maravilhas" ( &lt;a href="http://macbethnopaisdasmaravilhas.blogspot.com"&gt;http://macbethnopaisdasmaravilhas.blogspot.com&lt;/a&gt; ). Julia tem uma escrita pessoal, em que flerta com a poesia e o experimental. Não sei se todos vão gostar, mas acho uma experiência interessante. O blogue também publica poemas de autores consagrados e tem links muito legais, como o de Cézanne. Para finalizar, meus amigos e aprendizes Omar Fanfarrão e Rodrigo Moscão- Morta publicaram uma entrevista com Michel Melamed ( o cara do "Regurgitofagia" ) no Portal Literal ( &lt;a href="http://www.portalliteral.com.br"&gt;www.portalliteral.com.br&lt;/a&gt; ). Leiam e espalhem a palavra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Moscão reclamou que uso meu blogue para fazer propaganda de meus amigos e que o tratamento é recíproco. Agora, que ver ele reclamar. Desafio! Vamos, desgraçado! Chia, vai! Quero ver!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109963297573957634?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109963297573957634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109963297573957634' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109963297573957634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109963297573957634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/mensagem-de-utilidade-pblica-3.html' title='MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 3'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109963209916091530</id><published>2004-11-05T02:49:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T03:21:39.160-02:00</updated><title type='text'>MADRUGADA</title><content type='html'>Sentado em frente ao computador, às 3: 00 da manhã, sem perspetivas, muitos receios e nada a fazer. Sinto- me sedado. Sei que poderia estar fazendo algo útil, adiantando trabalho, tentando encontrar soluções para os problemas que criei para mim mesmo, mas não faço. A noite está escura. Do lado de fora da janela, vejo umas poucas luzes à distância e imagino como deve estar a Avenida Atlântica a essa hora? Como estarão as garotas? Nas entrevistas que fiz com elas, algumas reclamaram que eram infelizes. Não gostavam do faziam, mas não sabiam outra coisa que desse um retorno tão rápido. Não ousam mudanças, pois temem perderem o pouco de bens materiais que possuem. São mais exemplos de almas mortas, que gritam por dentro e por fora, aparentam calma, "O Silêncio que precede o Esporro". Eu também quero gritar. Queria ser um rebelde, mas sou apenas mais um revoltado. Queria ser alguém, ser especial para alguém. Não estou dizendo que não sou, mas eu não sinto isso. Sou um ingrato e não fico me culpando pelo meu egoísmo. Entretanto, o vazio, o abandono que sinto todo segundo no meu dia, tão bem simbolizado pelo cenário de escuridão desolada e sem fim da alta noite, é o que me incomoda. Meio como o que aconteceu com meu último relacionamento amoroso, a convivência diária tornou- se sufocante, apesar de não conseguir abandonar. Se for embora, o que me restará? Minhas reclamações não têm fundamento, mas é tudo o que tenho. Sou o que sou e essa é minha maldição e benção. "Mal- estar da civilização". Madrugada, perfeita metáfora para isso. Sou mais um romãntico com um amor pela arte, aspirações artísticas e nenhum treinamento para as coisas práticas. Eu não terei um final feliz. Sei disso tanto quanto que meu tempo é limitado. A doença está se agravando. Tudo o que resta é fazer com que, pelo menos, a escrita sobreviva. É um luxo, sintoma de meu egoísmo. Escrever é um luxo. Logo, é inútil. Apenas são visões de mundos que estão bem na nossa cara todo santo dia. Análises. Punhetagem. Desde o manifesto de Marx e Engels, não consigo lembrar de nenhum escrito que mudou o rumo de nossas vidas. E, mesmo esse, era outra análise daquele mundo. Análises são inúteis. Não salvaram a humanidade. Apenas incrementou papos cabeça. Agora, me surgiu uma questão: os textos não mudaram a humanidade por, essencialmente, não ser a função deles ou a culpa é nossa? Nessa madrugada, sem humanos e uma lua que parece um buraco de fechadura para esse mundo perdido, nada melhor do que fazer perguntas diversas. Poucas importam. A que escolho para encerrar o texto é essa: Por que somos tão inertes? Temos a faca e o queijo na mão. Só não sabemos o que fazer com ambos. Eu não sei. Não adianta mais me enganar, olhar para o horizonte mergulhado na uniformidade escura esperando que algo surja. A resposta ou a bomba atômica. Queria que fosse a segunda opção. Todas as noites são longas, por isso, acho que vou fumar um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109963209916091530?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109963209916091530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109963209916091530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109963209916091530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109963209916091530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/madrugada.html' title='MADRUGADA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109942407452230224</id><published>2004-11-02T17:16:00.000-02:00</published><updated>2004-11-09T20:15:09.726-02:00</updated><title type='text'>GEORGE W. BUSH COMO A ENCARNAÇÃO DE DICK VIGARISTA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS</title><content type='html'>Toda história precisa de um vilão. Nossa História é cheia de pessoas que amamos odiar, seja Hitler, Osama, Stalin, Geisel, Pinochet, ... Em comum só coisas pequenas, como a sede pelo poder, os massacres, a infâmia e os nomes exóticos. Todo período de turbulência mundial produz, pelo menos, um desses. Oferta e demanda, como aprendi nas tristes aulas de Introdução à Economia. Independente dos atos que cometeram, é sempre bom ter alguém para odiar. Se o objeto de nossa afeição às avessas é um alvo universal, melhor! É meio como a utopia socialista: todos os homens são iguais naquilo odiam! Posso puxar de memória um exemplo recente, mesmo que tenha ocorrido numa escala bem menor: as últimas novelas da oito. Todo mundo odiava a Laura de "Celebridade". Odiavam tanto que só falaram nela, deram capa de revista para ela e até um apelido do público ganhou! Eu, que não assisto novela, sabia quem ela era e, inclusive, da porrada que levou da Malu Mader. A novela acabou, agora quem assumiu foi a "Senhora do Destino" ( e do sotaque forçado ) e temos a Nazaré, nossa nova nêmesis do coração! Mas não quero falar de vilões tão restritos, tão regionais. Como disse, quero tratar do vilão da novela mais transmitida e campeã de audiência do planeta! Pretendo falar do cara- mau mais popular dos últimos 2 anos! Do caipira texano nos levou aos risos e às lágrimas com sua estupidez! Até o Michael Moore fez um filme inteirinho sobre o cara! Não sejam tímidos, vocês sabem de quem estou falando! George W. Bush! Aplausos! Não? Então, vaias! Isso! Demonstrem o amor! Ele merece!...&lt;br /&gt;George W. Bush é o Dick Vigarista ou o Coiote que deu certo: um imbecil que comete atos arbitrários e, apesar de todas as evidências apontando para falhas, ignora e continua persistindo no erro. um cara que, em diversas ocasiões, provou sua inaptidão como chefe de nação e do mundo: aproveitou- se nitidamente de uma tragédia para benefício próprio, demonstrou sua truculência em inúmeras ocasiões ( a maior delas, o conhecido "não enche o saco", seguido de rasteira, que deu para a ONU ) e utilizou de justificativas para sua política externa dignas de uma criança de 5 anos: "O mundo é dividido entre Bem e Mal", "Eu invadi o Iraque, porque Saddam era mau.", "Não tinha armas "nuculares". Foi mal." Fala sério! Se Bush tivesse um cachorro chamado Rabugento, ficaria perfeito! A obsessão do atual presidente americano pelo Iraque muito lembra a que o Coiote nutria pelo Papa- Léguas. Resumindo: esse cara não pode ser reeleito! Mas isso é chover no molhado, todo intelectual, seja em colunas nos jornais ou no balcão do bar da esquina, está dizendo isso. Na França, uma passeata trouxe uma cacetada de pessoas ( não lembro o número agora, valeu ? ) às ruas para protestar contra a possível reeleição do sujeito. Incrível!... E aí, surge a minha pergunta: O que esse pessoal odia de verdade, Bush ou o atual presidente dos EUA? A figura que fizemos dele ou seus atos como governante da nação que manda no mundo? Me vieram à cabeça duas imagens que nunca esqueci. Uma, era a de um menino de uns 4 anos, falando para um propaganda política: "Fala pro Bush que ele não é meu amigo." Esse moleque sabe quem é Bush ou o que ele fez? Ou tratava- se de um garoto prodígio em relações internacionais ou então uma terceira voz disse que ele deve odiar "o cara mau". Logo após, veio às telas o "Fahrenheit 11 de setembro" ( cara, esse título brasileiro é horrível! ). Um sucesso de bilheteria, em as platéias, obedientes, levantavam ao final e aplaudiam entusiasticamente. No anos 30, na Alemanha, nazistas devem ter tido o mesmo orgasmo intelectual ao assistirem aqueles documentários anti- semitas. Então, o pessoal que foi assistir o filme do Michael Moore são um bando de fascistas enrustidos? Não! O meu problema com esse filme é algo que seu realizador inclusive assumiu publicamente: seu caráter panfletário. Moore pinta Bush como um idiota e, como Maquiavel faria, utiliza de todos os meios a sua mão para isso. No caso, ele aprofundou mais certas denúncias do que outras, fez diversas insinuações sem muito fundamento ( como quando ele sugere a Fox teria "conspirado" a favor do candidato republicano, ou melhor, quando toca o riff de "Cocaine" do Eric Clapton no momento em que Moore relata o afastamento do Bush da Força Aérea do Texas ) e não hesitou em manipular as emoções do espectador de maneira a convencê- lo, convertê- lo a sua causa. As imagens do Iraque como um lugar pacífico até a Invasão americana ou da mãe chorando em frente à Casa Branca é um insulto a platéia supostamente inteligente que ele alega atingir, um artifício digno das novelas do SBT! Essas foram as escolhas que Moore achou melhor para vender sua causa e, por mais que eu as condene, foi a opção assumida dele. O que me irrita de verdade é as pessoas verem "Fahrenheit 11 de setembro" como uma verdade absoluta. É o fato de julgarem com apenas um lado da história à disposição. "Fahrenheit 11 de setembro" é tão corrompido quanto as reportagens da CNN glorificando a guerra. São opostos da mesma moeda. E o público pensante revela- se tão ignorante quanto aqueles que não tiveram a mesma educação. Pior, enquanto esses últimos o são devido a deficiências práticas, os primeiros são por cegueira ou modismo. ( Afinal, convenhamos, dá para tirar muita onda falando sobre "A Polêmica" e "A Verdade" no novo filme do "Rebelde da Hora". Posso até ver os jovens de classe média- alta, metidos a intelectuais, numa casa de samba com ingresso a R$ 20 conversando sobre "Fahrenheit 11 de setembro". ) Enfim, posso ter me extendido falando sobre o filme, mas não fugi da questão: odiamos uma figura folclórica ou uma pessoa real? Atualmente, o mundo torce para que John Kerry, o candidato democrata, ganhe. Kerry tornou- se o salvador da pátria pelo motivo mais simples e idiota do mundo: toda história precisa de um mocinho. Se Bush é o vilão, logo Kerry só pode representar ser o bom. A maior qualidade do outro candidato é que ele não é o atual comandante da Terra. Isso não basta. Será que as pessoas já pararam para pensar que, com Kerry na Casa Branca, as coisas não vão mudar tanto? Que os EUA continuarão a desrespeitar o Tratado de Kyoto e com suas políticas protecionistas, barrando a entrada de produtos brasileiros no exterior? Que, aliás, nossa política externa talvez até encontre mais barreiras, na retórica liberal de Kerry? Sua plataforma é revitalizar a economia norte- americana. Beleza, mas quem se fode nessa história? Vou dar uma dica: você vive nesse lugar. Ninguém está discutindo isso. Ninguém está discutindo seriamente as conseqüências dessa eleição. Só hoje, vi uma matéria sobre o assunto no "Globo". Se Bush é Dick Vigarista, Kerry assumiu a persona de mocinho. A única esperança real que temos é o fato de que Kerry anunciou suas intenções de cessar as operações no Iraque. E depois? Como fica o Iraque? E se Kerry escolher outro país para invadir? É possível, os mais recentes ex- presidentes dos EUA fizeram, por que não ele? Aí, o que será de Kerry? Quando Lula foi eleito presidente do Brasil, foi a mesma história. "Ele vai salvar o país!" Salvou? Não, pelo contrário, as pessoas estão reclamando que nada mudou. Verdade ou será novamente preguiça de ver o quadro maior da situação, de termos uma mentalidade voltada para resultados a curto prazo? O que nos resta em relação à eleição americana é o mesmo sentimento de esperança que nós, brasileiros, nutrimos nas eleições de 2002: a esperança de que algo pode mudar. Pode acontecer ou não. Mas, pelo menos, não será como é agora. O que não vai mudar é que sempre arrumaremos alguém para fazer papel de vilão e de mocinho, mesmo que, no fundo, não faça muita diferença.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109942407452230224?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109942407452230224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109942407452230224' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109942407452230224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109942407452230224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/george-w-bush-como-encarnao-de-dick.html' title='GEORGE W. BUSH COMO A ENCARNAÇÃO DE DICK VIGARISTA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109942253460431419</id><published>2004-11-02T17:00:00.000-02:00</published><updated>2004-11-02T17:15:42.533-02:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 2</title><content type='html'>Caso você, leitor, esteja interessado em ler mais textos de autoria de bons e novos escritores, acesse a página "Chuta o Balde". O endereço é www.chutaobalde.com.br e lá você pode ler as colunas de talentos como eu próprio ( O Cri- critico ), Vinícius Faustini ( Seu Brasílio ), Brisa Albuquerque ( TPM News ) e muitos outros. Outra página é a Culturall: www.culturall.com.br . Destaco a seção de poesia, escrita por uma amiga minha, Mônica Montone, em que novos poetas podem enviar seus trabalhos e há também as crônicas da Mônica, que nunca me decepcionaram. Eu sei que pode parecer paternalista da minha parta anunciar escritos de amigos meus. E sou mesmo! Toda cultura nova ou novos escritores merecem todo o destaque possível! E quanto maior a união, melhor! Por isso, acesse Chuta o Balde ( www.chutaobalde.com.br ) e Culturall ( www.culturall.com.br ). Não vai doer, talvez até goste! E, para fechar, um dos meus chavões favoritos: Viva a cultura!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109942253460431419?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109942253460431419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109942253460431419' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109942253460431419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109942253460431419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/11/mensagem-de-utilidade-pblica-2.html' title='MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA 2'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109925067972373382</id><published>2004-10-31T16:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-31T17:19:34.286-03:00</updated><title type='text'>DIVAGAÇÕES SOBRE "DILÚVIO EM TEMPOS DE SECA</title><content type='html'>Ontem, fui com minha amiga Amanda e dois extras ( por "extra", me refiro a pessoas que nunca vi e nem conversei, inclusive no dia em os encontrei ) ao teatro. A peça era "Dilúvio em tempos de seca", direção de Aderbal Freire- Filho, elenco: Wagner Moura e Giula Gam. Como um blog dá a liberdade de escrever como bem o autor entende, não farei uma resenha tradicional. Enfim, voltemos a peça: boa. Uma peça boa. Vale a pena ver. Isso se voltar, pois hoje ( dia 31 de outubro ) é o último dia em cartaz. Em meio a falta de algo novo e estimulante no teatro carioca, sempre é ótimo assistir a um trabalho bem realizado e que, simplesmente, entrega o que promete. Infelizmente, no dias de hoje, um trabalho só bom já é motivo para comemoração. Mas, para variar, estou me distanciando. O texto de Marcelo Pedreira é bem escrito, com alguns momentos em que a identificação do público com os personagens ocorre de maneira genial. Cito um fala do personagem de Moura em que ele relata que "aperfeiçoou a arte de bater a cabeça quando dorme no ônibus". Amanda destacou outra fala, que concordei, na qual Giula Gam discorre sobre como o ato sexual é animalesco: "Um pessoa em cima de você, suando, grunhindo..." Acho que era mais ou menos assim que ela falava. Qualquer coisa, Amanda me corrigirá. Um dos prazeres dela é me mostrar o quão sou bobo. Também achei o argumento de uma simplicidade metafótica genial ( uau, ficou bonito isso ): um Escritor em crise e uma Modelo depressiva se refugiam dentro de um banheiro, enquanto uma chuva torrencial acontece no lado de fora. Forçados pelas circustâncias a ficarem juntos, começam a falar de suas vidas e o Escritor resolve escrever um livro tendo a Modelo como inspiração. Esse fiapo de trama é a desculpa para os personagens falarem sobre diversos aspectos da existência, como sexo, frustrações, cobraças, a necessidade de relacionamentos e a dificuldade em mantê- los. Enfim, o barato da peça são as observações de terceiros sobre questões que teimam em nos perseguir e, pior, insistem em ser vagas e inconclusas. Não sei notaram, mas coloquei em maiúsculo as palavras "Escritor" e "Modelo". Apesar de os personagens não terem nome, escolhi escrever dessa maneira para passar uma melhor idéia da diferença entre os personagens. O Escritor seria o rômantico, alguém que insiste em sua arte, mas não sabe direito por que. A Modelo, por sua vez, é uma mulher que insiste em fugir da realidade que não suporta. Em comum, só o fato de estarem frustrados com suas vidas. São árquetipos, por excelência, as pessoas diferentes que nunca se cruzariam numa situação normal. O elo que os mantêm juntos são o dilúvio e o livro. Pedreira faz um interessante metáfora entre o dilúvio que enfrentou Noé e que permitiu o recomeço da vida no mundo ( a Modelo carrega a bíblia em sua bolsa e cita a "Gênese" logo no ínicio )com a trajetória de seus personagens. Enquanto a chuva cai, eles entram em contato com seus sentimentos e posições, mas, principalmente, um com o outro. Passam da repulsa à cumplicidade e, finalmente, ao entendimento e a redenção. A redenção dos personagens é o fim do dilúvio e um recomeço para a humanidade. É uma mensagem bonita, que só agora, enquanto escrevo essas linhas, começou a bater de verdade em mim. Incrível!... ... Amanda saiu da peça como se tivesse levado uma porrada. Gostou tanto que chegou a gritar um alto "Uhu!" ao lado do ouvido inútil. Agora entendi qual foi a dela. Eu sei que isso não tem nada a ver com o texto, mas não é maravilhosa a sensação de redescoberta? Você perceber alguma coisa muito boa em algo que você já conhecia? Nossa! Rapaz... Agora que a onda está baixando, passarei para alguns aspectos mais técnicos. Resenha que é resenha tem que ter observações mais frias e, apesar dessa não ser a típica resenha da tia Bárbara, vou respeitar isso. Trilha sonora boa, mas não acrescenta nada ( só me deixou com vontade de ir dançar na Dama de Ferro ), encenação muito boa ( a escolha pelo hiperealismo, ressaltando os árquetipos, permitiu uma distância do público saudável o suficiente para rolar a identificação, a troca entre a arte e os espectadores ), o cenário ficou muito legal, a Giula Gam tava razoável, ruim no início, irregular no meio, boa no final ( cara, nos primeiros 30 minutos, eu não conseguia entender uma única palavra que saía da boca da mulher. E as caretas dela de fria era bizarras. ) e o Wagner Moura arrasou. A peça foi praticamente dele. Ele tava perfeito, contido e exagerado nos momentos certos. Dava para entender o que ele dizia, não tenho nenhuma queixa dele. O cara entendeu qual era a da encenação e seguiu exatamente como deveria. O teatro tava frio, blá, blá, blá, blá, chega. Por terminar dizendo que a peça não mudou minha vida. Mas é sincera, bem realizada e faz o espectador pensar sobre sua condição e dos outros. Ao contrário do que aconteceu com Amanda, não senti um soco no estômago ou falta de ar, mas uma leve embriaguez, a que nos deixa no estado de observação e reflexão. Mas, é claro, cada um tem sua própria viagem. Quer saber? A peça é foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a peça, Amanda me deu uma carona até Ipanema. Como ela estava a fim de beber uma Malzbier, paramos num posto de gasolina perto da Maria Quitéria. Ficamos no carro, bebendo e escutando jazz, com o Cristo Redentor iluminado no alto da escuridão da noite, bem à nossa esquerda. O posto estava cheio de jovens, um pouco mais velhos do que os vimos no caminho, mas todos inconseqüentes, esperançosos e rindo de futilidades boas e inocentes de alguém que só está buscando a diversão e o gozo. Amanda e eu conversamos sobre a peça, a falta de união e auto- crítica geral, principalmente dos jovens, fossem eles playboys, gays ou jovens artistas. Falamos sobre qual deveria o equivalente feminino para "boquete" ( sugeri "vaginete"e "bucete", mas concordamos que eram péssimos. ) e sobre Wagner Moura. Bom ator e dotado de uma bunda bonita. Amanda não hesitou em dizer que daria para ele sem problemas. Eu não. Eu o comeria.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109925067972373382?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109925067972373382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109925067972373382' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109925067972373382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109925067972373382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/10/divagaes-sobre-dilvio-em-tempos-de.html' title='DIVAGAÇÕES SOBRE &quot;DILÚVIO EM TEMPOS DE SECA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109892132982928676</id><published>2004-10-27T20:51:00.000-03:00</published><updated>2004-10-27T20:55:29.830-03:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA</title><content type='html'>Aviso aos navegantes que se aventurarem nesse mais recente blog. Uma palavra para você não perderem seu precioso tempo e saberem como as coisas vão funcionar aqui. Enfim, sem maiores delongas, resumidamente, para aqueles que quiserem ouvir, aqui vai: essa página será atualizada semanalmente. Repito: uma vez por semana, essa página terá novos textos, novas reflexões, avaliações e punhetagens afins. Todo domingo, um novo post. Aguardem. A revolução vai começar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109892132982928676?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109892132982928676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109892132982928676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109892132982928676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109892132982928676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/10/mensagem-de-utilidade-pblica.html' title='MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8861629.post-109865137770793364</id><published>2004-10-24T17:50:00.000-03:00</published><updated>2004-10-24T18:27:58.900-03:00</updated><title type='text'>TESTE</title><content type='html'>Vamos ver se isso realmente funciona. Caso você consiga ler isso, ignore. É só um teste para saber se o blog está operacional. O resto também pode ser ignorado. Não vai mudar a sua vida. Pelo menos, eu não espero que mude. Isso é um teste. Esse post e esse blog. Vou ver onde isso vai me/ nos levar... Com certeza, não será Oz ou o Nirvana. Talvez à incrível e popular Volta dos 360 Graus. Honestamente, não sei por que, mas parece todos nós estamos fazendo um esforço sobre- humano para não chegar a lugar, não alcançar nada. E estamos conseguindo. Quem disse que a humanidade não tem salvação? Meu Deus, como o tédio é estimulante, no sentido negativo. Pior do que um bêbado filosofando e se queixando que levou um fora da namorada, é um candidato a intelectual e pseudo- artista tentanto falar sobre a vida e suas reviravoltas nada surpreendentes. Vocês não ficam de saco cheio? Eu não. Se não gostou, vá ler seu horóscopo e, quando for postar um comentário, digo o que está escrito no meu. Sou Áries. Esse post, como disse anteriormente, é um teste. Vários testes, na realidade. Agora, estou testando sua paciência, minha decadência e tentando expressar o que falta ao mundo: decência. Repararam a Cadência? Agora, estou testando o que restou de minha cabeça. Caso você, caro leitor, tenha passado ao teste, bem- vindo. Vamos dar uma volta em busca do nada e absoluto. Vamos olhar para o céu procurando por uma resposta e notar o tempo está nublado ( isso não foi uma metáfora. ). Vamos nos beijar e afirmar que não devemos nos apaixonar. Vamos debater cultura e sociedade para espelhos. Vamos viajar! Apertem os cintos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://cosentino.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8861629-109865137770793364?l=dribas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dribas.blogspot.com/feeds/109865137770793364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8861629&amp;postID=109865137770793364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109865137770793364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8861629/posts/default/109865137770793364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dribas.blogspot.com/2004/10/teste.html' title='TESTE'/><author><name>Daniel Russell Ribas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685420288884608319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_G_3RtNaToQM/SnDGSWKIGyI/AAAAAAAAACQ/dt_e9XzFxZ4/S220/euporeduardofelipe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
